O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o ex-governador de Minas Gerais, deputado federal Aécio Neves (PSDB), de ser o “maior agressor” contra uma mulher em disputas eleitorais. Lula também disse que o mineiro é o principal responsável pelo acirramento da política brasileira
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Em 2014, Aécio disputou o segundo turno das eleições contra a presidente Dilma Rousseff, perdendo por uma diferença pequena de votos. Logo após a proclamação do resultado, o PSDB entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de auditoria especial do resultado da eleição presidencial, onde Dilma obteve 51,64% dos votos válidos e Aécio 48,36%.
Segundo Lula, desde então as eleições nunca mais foram as mesmas e, na avaliação do presidente, não voltarão a ser. “Não será mais igual a 2003, 2010, não será mais. Ela (as eleições) está mais radicalizada. É como se fosse um campeonato onde só tivesse Corinthians ou Palmeiras. Ou seja, quem é um é um, quem é outro é outro. Ou seja, você tem que ficar descobrindo o que é que não está torcendo para nenhum dos dois”, comparou o presidente.
Lula "mente"
Aécio, por meio de sua assessoria, contestou o presidente e disse que o PT e Lula “continuam achando que falsas narrativas vão mudar a realidade”. “Os fatos da campanha de 2014 mostram que, tanto o PSDB, quanto eu, fomos vítimas da maior e mais agressiva campanha de fake news já vista até então. Nunca fui à Justiça para impedir a posse da presidente Dilma, como disse o presidente Lula em entrevista hoje. É mentira. Jamais contestei o resultado das eleições”, afirmou.
Aécio disse ainda que, “diante de inúmeras testemunhas”, assim que foi divulgado o resultado das eleições, cumpriu “o rito democrático” e telefonou para a presidente Dilma, reconhecendo sua derrota. “Lamentavelmente, a presidente se negou a dar essa informação à população, como seria de praxe”. O tucano também contestou a acusação de Lula de que teria feito uma campanha de agressão à presidente.
“Desafio qualquer pessoa a encontrar uma agressão minha à honra pessoal da Sra. Dilma Rousseff. Todos os debates por mim travados, foram travados no campo político, enquanto falsas e covardes acusações contra mim eram espalhadas de forma organizada”, disse o deputado.
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Aécio afirmou que quem insuflou a “divisão entre os brasileiros” foi o PT, que usou esse argumento como “estratégia política”, inaugurando o discurso de intolerância no país. “Já em 2009, o próprio presidente Lula disse ao país que as eleições seguintes deviam ser do ‘nós contra eles’, inaugurando o discurso de intolerância no cenário político do país. Lamentavelmente, mente o presidente da República ao fazer essas afirmações”, afirmou.
