Consideradas as grandes mobilizadoras de pautas e movimentos na Câmara e no Senado, as frentes parlamentares passarão por um grande teste na votação do veto à desoneração da folha de salários. É a primeira vez que, pelos menos 15 frentes se unem e lançam uma espécie de coalizão pela derrubada de um veto. Até aqui, as frentes vinham ocupando espaço político, mas agiam separadamente. Se esse gesto de coalizão será suficiente para amortecer o poder dos líderes partidários, o painel de votações responderá em breve.


Vale lembrar: No governo de Jair Bolsonaro as frentes ficaram tão poderosas que inclusive indicaram ministros, caso, por exemplo, da senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura. No governo Lula, os partidos retomaram esse poder das indicações, mas as frentes, se permanecerem unidas, arriscam se sobrepor aos líderes formais dos partidos.

Vem cá O ato das frentes parlamentares levou a equipe do Ministério da Fazenda a procurar o deputado Joaquim Passarinho para negociar uma saída à desoneração da folha de salários que não passe pela derrubada do veto. Até aqui, não tem nada que leve os deputados a rever a posição de retomada da lei aprovada no Parlamento.

Virou um “monstrengo” É assim que os deputados têm se referido ao projeto de lei que regulamenta as offshores de energia eólica. É tanto “jabuti” incluído no texto que há quem considere difícil aprovar tudo ainda hoje. A proposta foi apresentada pelo então senador Jean Paul Prates, atual presidente da Petrobras. O ministro de Minas e energia, Alexandre Silveira, viajou com o presidente Lula e o governo ainda não se posicionou claramente sobe o tema.


O lobby foi forte O setor de gás entrou forte para tentar modificar a proposta e incluir a energia termoelétrica no texto. Agora, o presidente da Câmara, Arthur Lira, que espera levar um portfólio de projetos aprovados da pauta verde para a Cop28, em Dubai, tenta salvar a lavoura.

Ensaio geral Em sua sabatina para o Supremo Tribunal Federal, o ministro da Justiça, Flávio Dino, vai enfrentar perguntas sobre o 8 de janeiro, e sobre as decisões do Supremo Tribunal Federal a respeito, em especial, o ministro Alexandre de Moraes. A Lava Jato também será revisitada. A oposição tem levado esses dos temas à baila nas conversas informais e na tribuna do Senado.

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