A 5ª edição do Caju de Leitores será realizada nos dias 2, 3 e 4 de setembro de 2026, na Oca Tururim, localizada na Aldeia Xandó, em Porto Seguro (BA). O evento terá como eixo temático “Um Manifesto de Bichos” e contará pela primeira vez com uma presença latino-americana, a indígena argentina Mariela Tulián.
A proposta do tema é dar voz aos animais por meio de rodas de conversa, contações de histórias e encontros literários. O objetivo é reconhecê-los como seres que participam das histórias, memórias e conhecimentos compartilhados entre gerações.
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A ativista guarani Geni Nuñez e o autor-ilustrador Maurício Negro também estão confirmados. O escritor indígena e liderança da Aldeia Xandó, Sairi Pataxó, recepcionará os convidados.
Veja os convidados confirmados
A homenageada da edição 2026 será a anciã e liderança Pataxó, Maria Coruja. Entre os nomes confirmados estão Vanessa Guarani Ratton, coautora de “Guerreiras da Ancestralidade” e vencedora do Prêmio Jabuti 2023, e Apêtxienã Pataxó, professor e guardião da língua ancestral do povo Pataxó.
Participam ainda a escritora Auritha Tabajara, primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil, e Lucia Tucuju, do povo Galibi-Marworno, que é escritora, roteirista e atriz. A lista segue com Giovanna Pataxó, defensora da língua Patxohã; a pedagoga Carina Pataxó; a artista Sol Itaputyr, do povo Jeripankó; e o mediador cultural argentino Sebastian Gerlic.
Completam a programação o ativista Tucunã Pataxó; a escritora Adriana Pesca Pataxó, primeira membra indígena da Academia de Letras de Porto Seguro; e a pintora e educadora Duca Caraíva.
A idealizadora do Caju de Leitores, Joanna Savaglia, afirmou que a adesão dos Pataxós ao festival é sua face mais bonita. “Esse ano teremos nossa primeira convidada internacional, a argentina Mariela Tulian. O Caju vai transformar Porto Seguro no maior polo de literatura indígena do Brasil, mirando a América Latina”, disse.
A programação é gratuita e inclui apresentações culturais e atividades educativas focadas em literatura, oralidade e território. O festival visa a formação de leitores e a ampliação do acesso à literatura indígena.
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O evento é uma realização do Ministério da Cultura e da Savá Cultural. Conta com patrocínio da Neoenergia e do Itaú, via Lei Rouanet, e da Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro. A Universidade Federal do Sul da Bahia oferece parceria acadêmica.
