Cor de Defunto
Cami di Malta
Romance de estreia da escritora cearense, nascida em Fortaleza em 1992, pós-graduada em Escrita Criativa pela Unifor. “Quando Mainha morreu, eu fiz um pudim. A morte me deixou com a boca ansiando pelo gosto de caramelo”: assim começa a história de Lilá, maquiadora de defuntos incapaz de superar a morte da própria mãe. Sem poesia para disfarçar a dor nem transcendência para elaborar a morte, Lilá atravessa os dias presa àquilo que não passou, testemunhando outras mortes tanto na funerária onde trabalha quanto dentro de casa. A estreia chega amparada por nomes de peso, com orelha assinada por Marcelino Freire, e elogio de Socorro Acioli, para quem a obra já inscreve a autora “na constelação das melhores jovens autoras de seu tempo”. Em BH, o lançamento será neste sábado (22/8), às 15h30, na Livraria do Belas.
Autêntica Contemporânea
112 páginas
R$ 62,90 (e-book R$ 44,90)
Autômatos
Juliano Klevanskis Candido
Neste livro, Juliano Klevanskis Candido transforma histórias antigas, referências literárias e questões contemporâneas em narrativas breves e insólitas, movidas por perguntas como: o que aconteceria se Adão e Eva descobrissem o empreendedorismo, ou se uma máquina começasse a substituir o escritor? Atravessando a tradição judaica, a Bíblia e a ficção científica, os contos questionam autoridade, tecnologia e a própria ideia de autoria. A obra será lançada na IV Bienal do Livro Judaico de BH, na próxima quinta-feira (27/8), entre 16h às 18h, na Associação Israelita Brasileira (Rua Rio Grande do Norte, 477, Funcionários), com entrada gratuita. O evento terá a presença do autor, que leciona hebraico desde 2010 e já assina títulos como “Maíra & Curumim” (2005), “Novos fármacos & outras histórias” (2019) e “Enigmas” (2023).
Editora Scriptum
80 páginas
R$ 74,90
Teatro aberto: escritos de um diretor
Aderbal Freire-Filho
Coletânea póstuma que reúne mais de três décadas de reflexões de um dos nomes mais importantes do teatro brasileiro sobre cena, política e criação artística, partindo de memórias de infância em Fortaleza à influência decisiva de Bertolt Brecht, passando pela linguagem do romance-em-cena que Aderbal ajudou a criar, explorada em montagens como “A mulher carioca aos 22 anos” e “O púcaro búlgaro”. Idealizada pela viúva de Aderbal, Marieta Severo, a obra traz uma carta inédita à atriz reproduzida em fac-símile e uma troca de correspondências com José Celso Martinez Corrêa. Eduardo Moreira, fundador do Grupo Galpão, assina o texto da orelha.
Org. Patrick Pessoa
Editora Cobogó
424 páginas
R$ 128,00
Capas dos livros Um país distante: cinco aulas sobre a cultura americana;14 de maio: lições de resistência ao racismo e Eles te pegaram também
Um país distante: cinco aulas sobre a cultura americana
Franco Moretti
Versão escrita de aulas dadas em Stanford pelo crítico literário italiano, um dos grandes nomes da crítica materialista contemporânea. O livro conduz o leitor por nomes decisivos das letras, artes e cinema dos EUA, partindo da aposta de que a boa crítica materialista não deve apenas "desmascarar" os vínculos entre arte e história, mas ressaltar as maravilhas de que só a literatura é capaz. Para isso, ele compara Walt Whitman a Baudelaire e aproxima Hemingway e Arthur Miller na tentativa comum de escrever, em prosa clara ou em tragédia, um mundo que roubou a agência dos indivíduos, além de flagrar Edward Hopper na solidão de suas telas e Andy Warhol transformando produtos de consumo de massa em arte.
Tradução de Natasha Belfort Palmeira
Editora 34
Coleção Fábula
168 páginas
R$ 79,00
14 de maio: lições de resistência ao racismo
Hélio Santos
Ensaio memorialístico de um dos grandes intelectuais do movimento negro brasileiro, nascido em Belo Horizonte em 1945, com prefácio do rapper Emicida. O livro reflete sobre o dia seguinte à abolição da escravatura, que o autor chama de “o dia mais longo da nossa história”, argumentando que a população negra não foi apenas abandonada em 1888, mas ativamente preterida por políticas que estimulavam a imigração europeia. Doutor em Administração pela USP e único representante negro na Comissão dos Notáveis da Constituinte de 1985, Santos dedica um capítulo ao debate sobre colorismo e à defesa da união entre pretos e pardos.
Zahar
160 páginas
R$ 64,90
Eles te pegaram também
Futhi Ntshingila
Terceiro romance da escritora sul-africana. Hans é um ex-policial numa casa de repouso em Joanesburgo, assombrado pelas lembranças dos crimes cometidos a serviço do apartheid. Zoe, a enfermeira designada para cuidá-lo, é uma mulher negra que cresceu enfrentando a desigualdade racial do país. À medida que ambos partilham memórias e remorsos, um improvável vínculo revela mais de um século da história da África do Sul, em um contraponto simbólico ao passado de opressão de Hans.
Tradução de Davi Boaventura
Editora Dublinense
224 páginas
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R$ 79,90
