ilustração do livro

ilustração do livro "O que é psicanálise"

crédito: reprodução

 

Gilson Iannini e os sentidos de Freud no século 21

 

Autor de mais de 90 títulos, entre os quais 13 estão na coleção Obras incompletas de Sigmund Freud, o psicanalista Gilson Iannini lança “Freud no Século XXI, Volume I: O que é psicanálise” (Autêntica) neste sábado, às 11h30, em Belo Horizonte. Será na Livraria Scriptum Savassi (Rua Fernandes Tourinho, 99), com sessão de autógrafos do autor, professor do Departamento de Psicologia da UFMG e membro da Escola Brasileira de Psicanálise.“O livro que o leitor tem em mãos não se preocupa em saber se Freud sobreviverá ao século XXI, mas se o século sobreviverá a Freud”, afirma Iannini, no prólogo.


De acordo com a apresentação na contracapa, o livro propõe novas maneiras de ler Freud a partir de perguntas atuais. E traz uma provocação: Dentro das novas formas de subjetividade, de novos usos dos corpos, de novas formas de sofrimento e de novas tecnologias, a psicanálise não seria uma obsoleta peça de museu? A resposta está no livro de 342 páginas, com orelha de Jurandir Freire Costa:

 

“O que seria mais atual do que refletir sobre a atrofia do julgamento no que concerne às fronteiras entre a verdade e a falsidade, o real e o irreal, nos tempos de hoje?”, pergunta o psicanalista pernambucano, autor de estudos marcantes sobre ética e violência, definindo “Freud no século XXI” como um “convite aos analistas a inserir a psicanálise “no compasso do presente” e “trabalho de vulto na produção psicanalítica brasileira, com a marca da originalidade e da excelência do trabalho de Iannini”.

 

 

Verdades e ficções de Camila Nicácio

 

“É tudo inventado, mas não é mentira”, da professora, escritora e poeta Camila Nicácio, será lançado neste sábado (06/04), na Livraria Quixote, às 11h. O romance de estreia da professora da Faculdade de Direito da UFMG, inspirado por Jorge Luis Borges, convida o leitor a refletir sobre a fronteira entre o real e o fantástico. “É um livro que conversa muito com o nosso tempo.

 

É um trabalho que fiz inspirada pelo que vejo ao meu redor: a sombra do adoecimento, o apelo de teorias anticientíficas e a redefinição do lugar da mulher no contemporâneo. Para mim, escrever é se lançar para fora de si e depois se olhar de longe”, escreve a autora na orelha da obra lançada pelo selo da livraria, Quixote+Do, com projeto gráfico de Gabriela Abdalla. A capa reproduz obra do espanhol Goya para a série “Los Caprichos”.

 

Jenipapo ‘proibido’

 

O clube de leitura Jenipapo Literário já tem data marcada para o próximo encontro. Será na próxima terça-feira (09/04), às 19h, na Livraria Jenipapo, com debate a respeito do cultuado livro “O caderno proibido”, de Alba de Céspedes, autora que influenciou Elena Ferrante e escreveu sobre a Roma dos anos 50.


Lançado em 1962, o livro tem como protagonista Valeria Cossati, que encontra um diário e começa a retratar sobre sua entediante vida, dividida entre ser mãe, esposa e funcionária de escritório. Até que as páginas onde registra o seu dia-a-dia se tornam um potente instrumento de transformação.

 

“O passado nunca morre”

 

“Mais de duas décadas de ditadura geraram estragos na educação e na saúde públicas, no meio ambiente, nos direitos humanos, na memória histórica das cidades... Minha geração viveu toda a juventude e uma parte da vida adulta sob aquele governo facinoroso”, escreveu Milton Hatoum no início da semana, ao comentar os 60 anos de golpe militar no Brasil.

 

Citando os seus mais recentes livros, “A noite da espera” e “Ponto de fuga”, Hatoum lembrou que as histórias “narradas nessa passagem do tempo/espaço não são romances políticos, mas, de algum modo, a literatura pode ser a nossa vingança: o passado nunca morre.”