GUSTAVO WERNECK - CEO da Gerdau

No último dia 25 de julho, a usina da Gerdau em Ouro Branco chegou aos 40 anos e celebramos uma trajetória que acompanha a evolução da produção de aço no Brasil. A data nos convida a revisitar a história de uma cidade que soube se reinventar, do ciclo do ouro ao protagonismo da agricultura, tendo a batata como símbolo local, até se tornar um dos principais polos industriais do país. Essa transformação é representada pelo Bengalão, monumento criado pelo escultor mineiro Amilcar de Castro para recepcionar quem chega à cidade. Concebido como uma “porta aberta para o aço”, ele simboliza um projeto que mudou o destino principalmente de Ouro Branco e Congonhas, impactando milhares de pessoas da região.


A dimensão desse empreendimento já despertava atenção antes mesmo do início das operações. Em 1978, o então Príncipe de Gales, Charles, visitou as obras da antiga Açominas, em reconhecimento à relevância de um dos maiores projetos industriais do Brasil à época.


Em 25 de julho de 1986, a usina da Gerdau, instalada dentro dos territórios de Ouro Branco e Congonhas, iniciou sua operação integrada, tornando-se símbolo da força produtiva de Minas Gerais e protagonista do desenvolvimento da indústria nacional. Quatro décadas depois, a unidade segue honrando esse legado, combinando inovação, competitividade e desenvolvimento para contribuir com o crescimento do país.


Com a integração definitiva à Gerdau, em 2003, iniciou-se uma nova fase de expansão, modernização e competitividade global. Hoje, Ouro Branco é a maior operação de produção de aço da Gerdau no mundo, com capacidade para produzir 4,5 milhões de toneladas de aço líquido por ano, mais de 10% da produção nacional. Ao longo de quatro décadas, já fabricou mais de 110 milhões de toneladas de aço para cerca de 40 países, fornecendo produtos essenciais para setores que sustentam a economia moderna, como construção civil, infraestrutura, agronegócio, energia, mineração, naval, ferroviário e rodoviário.


Em 2013, a usina ingressou no mercado de aços planos, tornando-se a única unidade da Gerdau no mundo a produzir esse material. Três anos depois, ampliou seu portfólio com a fabricação de chapas grossas, reforçando sua atuação em produtos de alto valor agregado e estratégicos para o futuro da empresa.


Nos últimos anos, essa trajetória foi reforçada por investimentos robustos e competitivos. Em 2021, concluímos a segunda reforma do alto-forno e, em 2025, inauguramos a expansão do laminador de bobinas a quente, com investimento de R$ 1,5 bilhão. O projeto ampliou em 250 mil toneladas anuais a capacidade de produção, gerou mais de 2.500 empregos e integra um plano de R$ 6 bilhões para modernização e expansão das operações da Gerdau em Minas Gerais.

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E quero destacar, ainda, que nenhuma dessas conquistas seria possível sem as nossas pessoas. São mais de 10 mil colaboradores próprios e terceiros que, diariamente, colocam em prática conhecimento, dedicação e compromisso para transformar desafios em resultados. São eles que constroem, inovam, cuidam da segurança, fortalecem nossa relação com as comunidades e ajudam a consolidar, há quatro décadas, um dos mais importantes polos industriais do país. Celebrar os 40 anos da usina de Ouro Branco é reconhecer o protagonismo dessas pessoas e reafirmar nosso compromisso de seguir evoluindo, juntos, para construir os próximos capítulos dessa trajetória.

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