“Desde 2018, um fenômeno permanece sem explicação no Brasil. Por que os eleitores de Bolsonaro ainda o apoiam, mentem e aceitam mentiras? Votaram nele em 2018, viveram nos quatro anos seguintes uma gestão medíocre que nada fez pelo país e por eles, no entanto, permaneceram apoiando e votando na sua tentativa de reeleição em 2022. Com a derrota, fingiram acreditar em fraude nas urnas eletrônicas e em tudo aquilo que o Bolsonaro dizia. Milhares foram para as estradas, portas de quartéis culminando com a invasão a Praça dos Três Poderes. Pediam intervenção militar enquanto oravam para pneus e clamavam por ajuda de ETs. Essa situação permanece nos dias atuais, mesmo depois do golpe ter sido desvendado pela Polícia Federal, milhares terem sido condenados e presos pelo STF. Os zumbis continuam acreditando no 'Mito' e indicam nas pesquisas que votariam no seu filho ungido – Flávio. Como explicar que um aposentado, idoso, mesmo sendo roubado no governo Bolsonaro por esquemas no INSS ainda assim apoie o bolsonarismo? Como conceber que um brasileiro não enxergue que o escândalo do Banco Master tenha o DNA completo do bolsonarismo em seus tentáculos? Só podemos imaginar que esses milhões de eleitores possuem a Síndrome de Estocolmo. O que seria isso? A Síndrome de Estocolmo é um fenômeno psicológico em que uma pessoa que está em situação de ameaça, abuso ou sequestro passa a desenvolver sentimentos positivos, de empatia ou até afeto pelo agressor. O nome vem de um caso ocorrido em 1973, em Estocolmo (Suécia), quando reféns de um assalto a banco passaram a defender seus sequestradores e resistiram a depor contra eles depois do ocorrido.”

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RAFAEL MOIA FILHO
Bauru – SP

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