É irônico observar que a resistência de Bolsonaro não sobrevive à ausência de confortos básicos como ar-condicionado e frigobar na cela da PF. Para quem sempre exaltou o coronel Brilhante Ustra e minimizou os horrores da ditadura, a fragilidade demonstrada diante de uma rotina carcerária comum é reveladora. A valentia retórica parece evaporar quando a realidade não oferece o luxo do poder, provando que é muito fácil venerar a tortura quando ela é aplicada
apenas nos outros.

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Gilberto Pereira Tiriba
Santos (SP)

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