"A história, sempre ditando o destino dos povos e das nações, quis que a Europa, durante séculos como monarquia, colonizasse e explorasse o mundo, enriquecendo e se tornando potência. Duas guerras mundiais selaram seu destino e transferiu no século 20 esse poder para os EUA, que, com o controle da moeda (dólar), se tornou a maior potência mundial. Mas novamente a história resolve intermediar esse poder e entregar para a China no século 21, país asiático recheado de contradições, o novo papel de potência mundial. A China reúne os continentes e forma com cinco grandes nações o Brics. Está formada a confusão em que vive o momento histórico atual. Tanto a Europa quanto os EUA não aceitam essa mudança de protagonismo e ameaçam a vida da humanidade devido ao armamento nuclear presente nessas nações. No bloco do Brics, duas potências nucleares (China e Rússia), no ocidental, EUA e França. Guerras sempre guerras dividem as nações. EUA e Europa tentam cercar a Rússia, que reage e invade a Ucrânia. EUA recua na Ucrânia e Europa reage com ameaças à Rússia, EUA em declínio, com seus endinheirados apavorados, ameaçam invadir país da América do Sul (Venezuela) com falsas alegações de narcotráfico, visando tomar seu petróleo que dá status e dinheiro, o famoso ouro negro. Sob duas ameaças (Rússia e Venezuela), o mundo caminha sob tensão, pois a qualquer momento tudo pode acontecer, inclusive o uso de armas nucleares, que destruiria toda a vida na humanidade. Outra questão prioritária, pois é irreversível, é a mudança climática. Aí, sim, não existe acordo. Com a natureza, não existe acordo como nas guerras, é ou não é. Ameaças de guerra retiram esforços, concentração e recursos em tema vital para a vida no planeta. Essas mudanças só podem ocorrer se houver uma tomada de posição e consciência da população pobre e média mais atingida, destituindo o egoísmo de uma minoria endinheirada com seu negacionismo e falsa narrativa."

Antonio Negrão de Sá
Copacabana – RJ

compartilhe