Na contratação de tubos e conexões para uma obra de saneamento, o valor da proposta costuma receber mais atenção do que o comportamento do material depois de enterrado. A conta, assim, fica incompleta. Vazamentos, infiltrações e trocas antes do prazo geram despesas com reparo, interrupção do serviço e perda de eficiência que, em geral, superam com folga o que se economizou na compra. Por isso, concessionárias, construtoras e gestores públicos passaram a dar mais peso à certificação técnica dos produtos.

Uma referência central nesse campo são as NTS (Normas Técnicas Sabesp), adotadas pela companhia paulista para as redes que opera. Fabricantes como a Asperbras, com sede em Penápolis (SP) e mais de 40 anos de mercado, trabalham com essa certificação incorporada à rotina de produção, o que dá ao comprador uma referência objetiva antes de fechar o pedido.

O que a certificação comprova

As NTS estabelecem requisitos de material, dimensões, desempenho e ensaios para tubos, conexões e componentes. Funcionam como uma triagem: sem conformidade comprovada, o produto não entra nas licitações da Sabesp, seja qual for o preço. Como a companhia é referência técnica, seus parâmetros também são replicados por outras concessionárias, por construtoras e por gestores públicos em suas compras.

Para quem contrata, isso reduz o risco da obra, porque o item já foi validado por critérios reconhecidos. Para chegar a esse ponto, o fabricante precisa submeter a produção a ensaios e controles que vão da matéria-prima ao item acabado, com rastreabilidade em cada etapa.

Vida útil pesa mais que o preço unitário

Em infraestrutura enterrada, a análise mais adequada é a do custo ao longo da vida útil, e não a do menor preço por unidade. É essa lógica que ajuda a explicar o avanço do PEAD (polietileno de alta densidade) nas redes de água e esgoto. Flexibilidade, resistência química e estanqueidade nas uniões são características associadas a menor risco de vazamento e de infiltração e a maior durabilidade.

A vantagem do material, no entanto, depende de comprovação. Só quando o produto atende às normas que medem seu desempenho em campo é possível contar com esses atributos durante os anos em que a rede ficará em operação.

Mais obras pela frente

O tema ganha urgência com o Marco Legal do Saneamento. A Lei 14.026/2020 prevê água potável para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90% até 2033, o que exige milhares de quilômetros de novas redes em pouco tempo. Com a desestatização da Sabesp, concluída em 2024, a companhia assumiu o compromisso de antecipar a universalização em sua área, e leilões de concessão em outros estados seguem na mesma direção.

Três normas da Sabesp na linha de produção

Na Asperbras, a certificação Sabesp faz parte do processo produtivo. A empresa atende à NTS 0048, para tubos de polietileno PE 80 e PE 100 usados em ramais prediais de água de 20 mm e 32 mm de diâmetro externo, à NTS 0194, para tubos de polietileno em redes de distribuição de água, e à NTS 0187, complementar às normas de tubos de PVC. O portfólio para saneamento e esgoto inclui PE de esgoto e PVC coletor (tubos e conexões), além de conexões e ramais prediais em PEAD, cobrindo da rede pública à ligação de cada imóvel. A companhia concluiu uma ampliação de R$ 50 milhões em sua capacidade produtiva e integra o ranking Valor 1000.

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Para quem planeja uma obra de saneamento, a certificação Sabesp é um indicador objetivo de qualidade, porque mostra que tubos e conexões passaram por ensaios e controles reconhecidos pelo setor. Escolher produtos certificados é a forma de evitar que a economia feita na compra se transforme em custo de manutenção nos anos seguintes.

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