Quem pensa em ter um pedaço de campo para o fim de semana costuma começar pela imagem do sábado: o cavalo selado, o barco na água, a tarde sem hora para acabar. A rotina da semana aparece depois. Numa fazenda própria, alguém precisa consertar a cerca, cuidar do poço, manter a estrada transitável e organizar a folga do caseiro, e essa lista acompanha o dono mesmo quando ele está na cidade.
Às margens do Lago Corumbá IV, em Goiás, um modelo diferente começa a aparecer. Na Fazenda do Lago, empreendimento do Grupo CPR em Abadiânia, a estrutura que cada família mantinha sozinha, do cavalo ao barco, passa a ser compartilhada e cuidada como clube. São 2,8 milhões de metros quadrados de cerrado à beira d’água, no eixo da BR-060, a 47 quilômetros de Anápolis, cerca de 100 de Goiânia e 109 de Brasília, segundo a incorporadora.
O que pesa na fazenda própria
Em Goiás, a casa de campo sempre teve endereços conhecidos: a chácara nos arredores da cidade, as águas termais de Caldas Novas, o casario de Pirenópolis. Para muitas famílias, o refúgio era a própria fazenda, onde o descanso dividia espaço com o gado, a lida e a manutenção do acesso. O cavalo pede quem cuide dele durante a semana, o barco precisa de quem o guarde e a casa depende do poço e da estrada.
“Em Goiás, fazenda sempre foi sinônimo de trabalho. O que estamos construindo é a fazenda do convívio: o cavalo, o lago e o fim de tarde com os amigos, sem a lida e sem a porteira para cuidar”, diz Marlon Ceni, CEO do Grupo CPR.
Como funciona a estrutura compartilhada
No projeto do Corumbá IV, o repertório da fazenda goiana continua presente, organizado em torno de estruturas comuns. O masterplan prevê haras, campo de golfe de padrão internacional com driving range, academia e clubhouse, marina, clube de tênis e vinícola. Para o descanso, estão previstos centro de bem-estar com spa, academia, piscinas aquecidas, trilhas e espaços de meditação e yoga, além de kids village e de um hotel dentro do clube.
A lógica é de uso frequente. No material do empreendimento, o haras aparece como o espaço do “passo do lugar, sem pressa”, e o golfe, como “calendário, não esporte”.
“A gente não pergunta ao morador se ele usa a estrutura. A estrutura é o motivo de ele estar aqui. O lote é consequência”, afirma o executivo.
As perguntas de quem conhece o campo
Quem já teve fazenda costuma perguntar por segurança, abastecimento e atendimento em caso de emergência. O plano prevê base da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Goiás, em projeto, posto de combustível dentro do loteamento, eletroposto junto ao acesso, heliporto e ambulatório. Energia, fibra e água seguem em rede enterrada nas 23 vias internas da primeira fase, sem postes na paisagem.
O masterplan soma 803 lotes em sete fases. A primeira, com 472 lotes em 32 quadras e lotes de 600 a 5.000 metros quadrados, está registrada em cartório. A entrada é por aprovação, por meio de uma curadoria de membros, e a comunidade começa a se formar antes da primeira casa, com eventos e atendimento de concierge desde a aquisição.
Um movimento que cresce no estado
A procura por um endereço de descanso aparece nos números. Pelo Censo do IBGE, os imóveis de uso ocasional em Goiás, categoria que reúne as casas de fim de semana, férias e descanso, passaram de 113.455 em 2010 para 245.616 em 2022, alta de 116%. Hoje respondem por 7,6% dos domicílios do estado, acima da média nacional, de 7,4%.
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Para quem está entre comprar uma fazenda de lazer e escolher um condomínio, a comparação vai além do tamanho da terra. Vale perguntar quem cuida da estrutura durante a semana, o que é dividido com os outros moradores, como funcionam a segurança e o atendimento de emergência e se o loteamento está registrado. Na Fazenda do Lago, a resposta do Grupo CPR é manter o campo na rotina e deixar a lida de fora.
