Formada em Medicina pela UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), Mestre em Ciências na área da Patologia, com ênfase em Tricologia, pela UNESP, a dermatologista Stéfany Casagrandi desenvolve a primeira pesquisa científica do Brasil sobre o FoLix, laser fracionado usado no tratamento da queda de cabelo. O equipamento, criado pela fabricante israelense Lumenis, foi o primeiro e o único do tipo a receber liberação da FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos, para essa finalidade, e tem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Speaker da Lumenis, a médica atende em Bauru (SP), onde mais de 100 pacientes passaram pelo laser em sua clínica desde agosto. É dessa rotina de consultório que sai o material da pesquisa.
“A pesquisa é uma forma de levar para a ciência aquilo que a gente vê no consultório. Quero que o Brasil tenha dados próprios sobre essa tecnologia”, afirma.
Do mestrado ao congresso mundial
Depois da graduação no Triângulo Mineiro, Stéfany fez residência em Dermatologia no Instituto Lauro de Souza Lima e concluiu o mestrado em Tricologia, área dedicada ao cabelo e ao couro cabeludo, na Unesp (Universidade Estadual Paulista), instituição em que hoje cursa o doutorado.
No mestrado, ela estudou tratamentos para a alopecia. O trabalho será apresentado no 4º Congresso Mundial de Tricoscopia, que reúne especialistas no Rio de Janeiro entre 29 de outubro e 1º de novembro.
O que a literatura internacional já registra
A investigação brasileira chega num momento em que o tema ganha volume nas publicações científicas. Uma revisão sistemática com metanálise publicada em 2026 no Journal of Cosmetic Dermatology reuniu 15 estudos, com 1.097 pacientes com alopecia androgenética. Os autores concluíram que o laser fracionado aumenta de forma significativa a densidade dos fios em comparação aos grupos de controle, com efeitos adversos em geral leves e passageiros.
Outra revisão sistemática publicada neste ano, dedicada a lasers e dispositivos de energia, apontou taxa de melhora avaliada pelos médicos de 95,3% nos protocolos que associaram o laser fracionado a outras terapias, frente a 77,2% quando ele foi usado de forma isolada.
Como funciona o tratamento
O FoLix emite feixes microscópicos de luz que formam pequenas zonas de aquecimento controlado no couro cabeludo. O estímulo ativa os mecanismos naturais de regeneração do organismo, melhora a circulação local e favorece a recuperação de folículos enfraquecidos. Cada sessão dura no máximo 30 minutos, não envolve cortes nem agulhas, e o protocolo costuma ter de quatro a seis aplicações, com intervalo mensal.
Na clínica, o laser pode ser a única terapia ou atuar ao lado de medicações e de outros procedimentos para o couro cabeludo. A definição parte da avaliação de cada paciente.
“Antes de qualquer coisa, eu preciso entender por que aquele cabelo está caindo. A partir do diagnóstico, decido se o laser resolve sozinho ou se ele vai trabalhar junto com outras terapias”, explica.
Uma queixa frequente
A queda de cabelo ocupa espaço importante nos consultórios. Um estudo epidemiológico com a população brasileira, citado em revisão dos Anais Brasileiros de Dermatologia, periódico da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), identificou alopecia de padrão feminino em 32,3% das mulheres adultas, índice que cresce com o avanço da idade.
Para a médica formada pela UFTM, produzir evidências no país é o passo seguinte ao uso da tecnologia no consultório. A primeira pesquisa brasileira sobre o FoLix busca justamente isso: transformar a experiência clínica com o laser em dados científicos nacionais.
Serviço: Clínica Dra. Stéfany Casagrandi
Avenida Getúlio Vargas, 12-80, Bauru (SP)
Agendamentos: (14) 99156-5335
Instagram: @drastefanycasagrandi e @stecasagrandidermatologia
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Responsável técnica: Dra. Stéfany Casagrandi, CRM-SP 204936, RQE nº 99232
