Atrasos na entrega, serviços refeitos e falhas no atendimento costumam aparecer na rotina da pequena empresa muito antes de chegar ao resultado financeiro. Para o empresário que quer tratar esses pontos com método, o Reporte Q-ESG, documento produzido pela LAQI (Latin American Quality Institute) na avaliação para a certificação Q-ESG, reúne recomendações por indicador que podem servir de guia para ações sobre atrasos, retrabalho e atendimento.

A avaliação mede a maturidade da gestão em quatro dimensões, qualidade, ambiental, social e governança, desdobradas em 20 indicadores. Com o resultado em mãos, a empresa consegue enxergar em quais frentes está mais preparada e em quais há espaço para evoluir. Segundo a instituição, o diagnóstico tem uma aplicação direta: ajudar a decidir o que deve ser melhorado primeiro.

Por onde começar

O efeito comercial das recomendações depende do que a empresa faz com elas. O benefício aparece quando as melhorias são aplicadas e seus resultados acompanhados em três frentes: custos, satisfação dos clientes e continuidade dos contratos. Acompanhar esses números permite ao gestor saber se a mudança na operação trouxe o retorno esperado.

Para Daniel Maximilian Da Costa, fundador e CEO da LAQI, o primeiro passo deve ser objetivo. “O empresário pode começar hoje por uma dificuldade concreta, reunir os registros e definir a melhoria que quer alcançar”, diz ele. “Quando chegar a próxima negociação, terá mais clareza sobre o que faz e sobre como apresentar esse valor.”

Quando a empresa ainda não atinge os requisitos

As recomendações valem também para quem ainda não conquistou a certificação. Nos ciclos de 2024 e 2025, das 770 candidaturas avaliadas, 293 ficaram na classificação Diagnóstico e receberam orientações de melhoria, enquanto outras 477 foram consideradas elegíveis para validação, segundo o relatório público do programa.

Para essas empresas, a Norma Q-ESG prevê uma nova apresentação sem custo, dentro do mesmo ciclo, entre o 180º e o 270º dia após o resultado. O intervalo pode ser usado para trabalhar os pontos indicados no relatório antes da reavaliação.

Da operação à proposta comercial

Quando os requisitos são atendidos, a empresa recebe uma credencial pública, acompanhada de selos digitais com vigência. O link de verificação da credencial pode ser incluído no site, nas apresentações e nas propostas, e o cliente consegue confirmar por conta própria se a certificação é autêntica e está válida.

O registro da certificação é público e feito em blockchain, o que permite rastrear a emissão do documento.

A reputação de uma empresa entra em jogo em vários momentos, como quando um cliente pesquisa o nome do negócio ou quando uma proposta chega à mesa de quem decide a compra. Uma operação com menos atrasos e retrabalho, somada a uma credencial que pode ser conferida, dá ao empresário argumentos mais concretos para essas situações.

“Quem compra precisa entender por que escolher a sua empresa. Nossa proposta é ajudar o empresário a demonstrar a gestão que sustenta aquilo que ele oferece”, afirma Da Costa.

Os critérios da Norma Q-ESG ficam disponíveis para consulta antes da contratação, e as evidências exigidas são proporcionais à atividade e ao porte do negócio. O programa inclui ainda 12 meses de participação na comunidade da LAQI, voltada à troca de experiências entre empresários.

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Para a pequena empresa que convive com atrasos e retrabalho, o caminho proposto pela LAQI começa por um problema concreto da operação: reunir os registros, definir a melhoria desejada e medir o efeito das mudanças. A orientação é procurar a equipe da instituição com o segmento de atuação e um objetivo comercial definido.

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