Durante o período eleitoral, muitas empresas seguraram decisões de dívida. Renovaram capital de giro de curto prazo, adiaram renegociações e esperaram o resultado. Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro e os juros futuros em alta no dia seguinte, com o DI para janeiro de 2035 a 14,585% no fechamento de 26, essa espera acabou, e a pergunta volta: vale trocar a dívida curta por uma longa?

Para a GX Capital, a resposta depende de três pontos. O primeiro é o peso da parcela no caixa: se a dívida de curto prazo consome o capital de giro, alongar libera a operação. O segundo é a garantia disponível: empresas ou sócios com imóveis podem usar crédito estruturado com garantia real, com prazos de 5 a 15 anos e custo mais baixo do que o crédito sem garantia. O terceiro é o momento: com a urna fora da equação, o custo do crédito longo deixa de embutir a dúvida sobre o resultado, ainda que os juros futuros tenham subido no dia seguinte a ele.

“Quem chegou à eleição com o caixa arrumado renegocia em novembro com o custo do crédito já conhecido, qualquer que seja o resultado. Crédito estruturado com garantia real, de 5 a 15 anos, é a forma de alongar a dívida sem depender do humor do juro de curto prazo”, afirma Vinicius Teixeira, sócio da GX Capital.

O imóvel parado como garantia

A GX chama de ativo travado o imóvel que está no balanço da empresa ou no patrimônio dos sócios sem gerar caixa. Usado como garantia, ele vira capital destravado: sustenta uma dívida de prazo longo e libera o caixa operacional. A operação é indicada, segundo a gestora, para empresas com faturamento entre R$ 10 milhões e R$ 300 milhões.

Antes de investir, o caixa

A recomendação da gestora é resolver a dívida antes de mexer em câmbio de 2027 ou nos investimentos dos sócios.

“Novembro é o mês em que o empresário volta a decidir caixa, câmbio e patrimônio sem a variável da urna. A mesa usa as semanas até dezembro para tirar a empresa do modo eleição e colocar as três decisões no mesmo plano”, diz Teixeira.

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Na GX, a simulação do alongamento passa pelo Aurum IA, tecnologia própria no aplicativo do cliente. Respondendo ao título: é hora de alongar se a dívida curta pesa no caixa e se há garantia real disponível, e novembro é o primeiro mês sem a urna no preço.

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