A construção civil fechou o primeiro semestre de 2026 em alta, mesmo com os juros elevados pressionando o crédito. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o setor cresceu 1,1% no período. O resultado abre espaço para redes especializadas em acabamento, como a Pandecor, que trabalha com revestimentos flexíveis e reúne venda e instalação na mesma operação.
Indústria de materiais também reage
A retomada aparece ainda na ponta da produção. De acordo com a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), o faturamento das fabricantes em agosto foi 3,6% maior que no mesmo mês de 2025. O indicador mostra o fôlego de quem abastece lojas e canteiros de obra em todo o país.
No segmento de pisos, as residências concentram a demanda. Levantamento da consultoria Mordor Intelligence estima que o mercado brasileiro de revestimentos de piso deve alcançar US$ 12,87 bilhões em 2026, com o uso residencial respondendo por 70% do total. Os pisos vinílicos aparecem entre as categorias com crescimento projetado até 2031.
O que puxa a procura por revestimentos flexíveis
Parte do interesse vem da busca por obras mais curtas. Segundo o Instituto Brasileiro do PVC, os pisos vinílicos vêm conquistando diferentes ambientes, e a facilidade e a rapidez de instalação estão entre seus principais atrativos. A aplicação pode ser feita por colagem ou encaixe.
É nesse recorte que a Pandecor concentra seu catálogo. A rede oferece placas flexíveis com efeitos marmorizados, de pedras e outros padrões, além de ripados, decks e pisos vinílicos em geral, e completa a linha com rodapés, rodatetos, boiseries, guarnições, brises e perfis de acabamento para pisos e placas.
Além do catálogo, a rede aposta na formação de instaladores credenciados, o que permite ao consumidor contratar o revestimento já instalado, com garantia estendida conforme as condições da rede. A capacitação ganha peso em um setor no qual a mão de obra qualificada segue entre os principais desafios, segundo a Sondagem da Indústria da Construção, da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com a CBIC.
Expansão nacional até o fim de 2027
Com unidades em mais de 10 estados, a rede quer estar presente em todos eles e no Distrito Federal até dezembro de 2027. O plano se apoia em lojas especializadas que oferecem orientação sobre os materiais, comercialização e instalação no mesmo atendimento.
“O cliente costuma comprar o revestimento em um lugar e buscar quem instale em outro. Quando essas etapas não conversam, surgem dúvidas sobre aplicação, acabamento e responsabilidade. Nosso modelo foi estruturado para reunir essas soluções”, afirma Danilo Santana, CEO da Pandecor.
Para sustentar o crescimento em regiões diferentes, a empresa mantém fornecedores homologados em várias localidades, estrutura que, segundo ela, ajuda a oferecer preços competitivos nos pontos de venda e a ampliar a participação nos mercados locais. “Homologar fornecedores em regiões distintas permite considerar o frete na decisão de compra. A logística pode pesar no custo final dos revestimentos; por isso, comparar produto e transporte em conjunto é fundamental para manter preços competitivos”, explica Roberto Cruz, sócio-fundador da Pandecor.
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Com a construção em alta no semestre e a indústria de materiais em recuperação, redes especializadas como a Pandecor apostam na expansão nacional para ocupar esse mercado. O ritmo até 2027 vai depender da abertura de novas unidades e da manutenção do padrão técnico em cada uma delas.
