A corrida pela adoção de inteligência artificial nas empresas brasileiras deixou um custo que raramente aparece nos relatórios da diretoria: licenças que praticamente ninguém usa. Pesquisas internas de adoção e relatórios de gerenciamento de software (SaaS Management Reports) mostram que até 45% das licenças avulsas de IA adquiridas de forma isolada pelas áreas de negócio apresentam taxa de utilização inferior a duas horas semanais após o primeiro mês.
O número ajuda a dimensionar um problema que começa de forma discreta. Diante da cobrança por inovação, colaboradores de diferentes departamentos passam a solicitar ferramentas e assinaturas de IA no dia a dia, e cada setor resolve a própria demanda com o cartão corporativo ou com um orçamento descentralizado. Somadas, essas compras formam um portfólio que ninguém enxerga por inteiro.
Como o desperdício se forma
O primeiro efeito é a ociosidade. Uma ferramenta contratada para uma necessidade pontual continua sendo cobrada depois que o interesse inicial passa. Como a fatura chega separada, em nome de um departamento, ela não aparece consolidada em nenhuma análise de custo.
O segundo é a sobreposição. Empresas mantêm assinaturas paralelas de ferramentas com funções idênticas em departamentos distintos, o que infla os custos operacionais sem que a gestão perceba. Sem um inventário centralizado, não há como comparar o que foi contratado com o que de fato é utilizado, quadro descrito pela Quintus no diagnóstico sobre o ponto cego estratégico que a falta de governança cria nas empresas.
O que se perde além do dinheiro
A compra fragmentada traz outros prejuízos. Ferramentas não homologadas abrem espaço para que relatórios financeiros e dados de clientes sejam inseridos em modelos públicos gratuitos, cujos termos de uso reutilizam essas entradas para treinamento de terceiros. Isso expõe a organização a riscos de conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
Há também um efeito sobre a gestão da tecnologia. Quando cada departamento compra por conta própria, a TI deixa de ter visão sobre acessos e contratos, cenário que a Quintus aborda ao discutir o momento em que a TI perde o controle sobre as ferramentas em uso.
Por onde começar
O ponto de partida é o inventário. Levantar todas as assinaturas ativas, quem as utiliza e com que frequência permite identificar licenças paradas e ferramentas duplicadas. Com esse mapa em mãos, a empresa pode consolidar o acesso a múltiplos modelos de inteligência artificial em um único contrato corporativo, em vez de administrar dezenas de faturas e fornecedores.
A etapa seguinte é acompanhar o uso real, com métricas de utilização de licenças e relatórios periódicos de conformidade. As novas contratações passam a ser decididas em conjunto: a TI homologa a infraestrutura e os acessos, o jurídico valida a conformidade com a LGPD e as áreas de negócio definem os casos de uso prioritários. Essa divisão ajuda a responder uma dúvida frequente nas organizações, sobre quem é responsável pela segurança da IA na empresa.
Centralização com custo previsível
É nesse cenário que atua a Quintus, infraestrutura de IA corporativa que centraliza mais de 30 modelos de IA, como GPT, Gemini e Claude, em um único contrato com custo previsível. A plataforma elimina a fragmentação de compras por cartões corporativos avulsos e oferece controle de acessos por departamento, trilhas de auditoria e a garantia de que os dados da empresa não sejam usados para treinar modelos de terceiros.
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Com um painel de produtividade em tempo real, a empresa consegue otimizar a alocação de licenças e concentrar o investimento nas ferramentas que de fato fazem parte da rotina das equipes.
