Um segmento que cresceu 35% em 2025 e movimentou R$ 52,2 bilhões. É assim que o Private Brokers Club (imersaoluxoimobiliario.com.br) descreve o mercado imobiliário de alto padrão brasileiro, onde atuam os corretores que o clube pretende reunir a partir de novembro, em São Paulo.
Os números, porém, convivem com um descompasso apontado pela organização: quem vende esses imóveis costuma atuar sozinho. O corretor do alto padrão lida com clientes de grande patrimônio e disputa negociações de sete dígitos, mas dificilmente conta com colegas do mesmo nível, com referências de comportamento e de negócio ou com acesso aos círculos em que as decisões são tomadas.
Uma tese testada em Salvador e São Paulo
Essa leitura foi colocada à prova nos últimos meses, em eventos presenciais em Salvador e em São Paulo, durante a fase de pré-lançamento do Private Brokers Club. Segundo os organizadores, os resultados confirmaram a demanda, e o projeto entra agora na fase oficial com a primeira edição da Imersão Luxo Imobiliário, em 27 e 28 de novembro, no Rosewood São Paulo.
“O corretor de luxo não precisa de mais um evento. Precisa de um lugar onde seja reconhecido como par, e de acesso às pessoas e aos códigos que movem esse mercado. É isso que o clube entrega, e é por isso que a entrada é seletiva”, afirma Eliane Ribeiro, curadora do clube. Com mais de duas décadas de carreira dividida entre Portugal e Brasil, ela é especialista em relações imobiliárias internacionais e recebeu o título de Melhor Corretora Imobiliária de Luxo em Portugal.
O que muda para o corretor
A grade da imersão funciona como um mapa do repertório que o clube considera necessário para atender esse público. Um dos temas são as famílias UHNW, cujo patrimônio investível passa de US$ 30 milhões: Rafael Bastos vai explicar por que, para elas, a compra de um imóvel raramente se resume ao imóvel. Roberto Moscatelli discute as branded residences, descritas pela organização como o segmento que mais avança no luxo global, e o peso delas no valor de um endereço.
Claudia Matarazzo trata de etiqueta, comportamento e percepção, os códigos que determinam quem é aceito nos ambientes desse cliente. Carol Caracas aborda marca pessoal e networking, para que o corretor seja reconhecido como consultor de confiança em vez de apenas mais um vendedor.
Lançamento com 50 vagas
Serão apenas 50 participantes, escolhidos por candidatura e curadoria, representando diferentes praças do país. O encontro não funciona como conferência aberta: a entrada depende de avaliação, e quem já é membro ou participou dos eventos de pré-lançamento tem acesso garantido ao conteúdo. Eliane Ribeiro divide a liderança da comunidade com Sérgio Costa, sócio do grupo. Após a imersão, os selecionados seguem conectados à rede do clube, que reúne mentorias, encontros e experiências presenciais com corretores, incorporadores e investidores do segmento.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Na leitura do Private Brokers Club, acompanhar um mercado que cresceu 35% em 2025 exige do corretor acesso a pares, a referências de comportamento e de negócio e aos ambientes em que esse cliente toma suas decisões.
