Para o importador, o intervalo entre os turnos trouxe uma situação incomum: o dólar mais barato desde maio, perto de R$ 5,00, a três semanas de uma eleição ainda em aberto. Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com cerca de 47% dos votos válidos e Lula (PT), com cerca de 45%. O segundo turno é em 25 de outubro.

A resposta da GX Capital à pergunta do título é sim, em grande parte. As parcelas de novembro e dezembro, que no desenho padrão do hedge em camadas ainda estavam abertas, podem ser fixadas agora em contratos a termo (NDF de compra), reduzindo o custo médio do fim do ano.

“Com o dólar na casa de R$ 5,00, o importador fecha em NDF as tranches de novembro e dezembro e deixa uma parcela pequena em opção de compra com vencimento depois de 25 de outubro. Custa pouco porque quase ninguém está pagando por esse cenário agora”, afirma Vinicius Teixeira, sócio da GX Capital.

Por que não fechar 100%

A parcela em opção de compra funciona como seguro. Se o dólar continuar caindo, a empresa perde apenas o valor pago pela opção. Se a leitura do segundo turno mudar e a moeda devolver parte da queda, a opção limita o custo daquela fração. A lógica é de assimetria.

“Quando o mercado coloca quase todo o peso em um resultado, a proteção contra o outro fica barata. É nesse momento que a mesa compra a camada de cauda, não depois da pesquisa que muda o quadro”, explica Teixeira.

O que mais entra na conta

Quando a operação comporta, o FINIMP desloca o pagamento ao fornecedor para depois da acomodação pós-eleição. Benefícios como Ex-Tarifário reduzem o custo total. O playbook Importação Blindada, da GX, simula redução de até 44,7% no custo de uma operação com todos os itens empilhados.

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Na GX, o cálculo das parcelas passa pelo Auron IA, tecnologia própria no aplicativo do cliente. Respondendo ao título: fechar sim, a maior parte, antes do dia 25. E manter uma fração protegida para o cenário que o mercado descartou.

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