Decisões tomadas ao longo dos anos, práticas incorporadas à rotina e compromissos assumidos com clientes e colaboradores costumam ficar dispersos na memória de quem acompanhou a história de uma empresa. A publicação de um case é uma das formas de reunir esse percurso em um único registro, que pode ser lido por quem ainda não conhece o negócio.
Esse é o papel do case na Quality Magazine dentro da jornada do Prêmio Empresa Brasileira do Ano, organizado pela LAQI (Latin American Quality Institute). A publicação faz parte de um conjunto que inclui ainda a certificação Q-ESG e o acesso, por 12 meses, à comunidade LAQInoamericanos.
"Quando uma empresa consegue organizar sua trajetória, demonstrar suas práticas e apresentar evidências, ela passa a ter elementos concretos para explicar ao mercado como trabalha e quais compromissos assumiu", afirma Daniel Maximilian Da Costa, fundador e CEO da LAQI.
O que o case reúne
O case apresenta decisões, práticas e compromissos da organização. Parte da experiência acumulada pela empresa ganha, assim, a forma de um conteúdo que pode circular entre clientes, colaboradores, fornecedores e parceiros, e que também serve de apoio em apresentações comerciais e institucionais. Ao reunir informações sobre a empresa, o reconhecimento recebido e as práticas avaliadas, o case oferece referências para explicar a atuação da organização a quem ainda não a conhece.
O material nasce da própria rotina. A proposta da LAQI parte da documentação de práticas e processos que já fazem parte do dia a dia da organização, o que aproxima o relato do funcionamento real do negócio.
A avaliação vem antes da publicação
Antes do reconhecimento, a empresa passa pela LAQI Q-ESG Certification, validação institucional privada que mede a maturidade em quatro dimensões: Qualidade, Ambiental, Social e Governança. O processo considera 20 indicadores, com análise de evidências, atribuição de pontuação e decisão técnica. A certificação vale por 12 meses e, ao fim do período, a empresa passa por nova avaliação.
Há um patamar mínimo a ser alcançado. Segundo o relatório público da LAQI para 2024 e 2025, cerca de 37% das candidaturas avaliadas em 2024 e 39% em 2025 ficaram abaixo do limiar e foram classificadas como Diagnóstico, com recomendações de melhoria e possibilidade de nova apresentação.
A instituição também mantém distinções por área de atuação. The Law Awards, The Education Awards e The Franchising Awards aparecem entre os reconhecimentos apresentados no Paper 13 sobre prêmios de qualidade. A divisão permite relacionar a distinção às características de cada atividade.
Um registro aberto à consulta
O case convive com outros pontos de consulta. O diretório público Q-ESG reúne informações relacionadas às empresas certificadas, e a organização reconhecida pode divulgar o selo autorizado em seu site. Somados, esses elementos fazem com que a trajetória não fique restrita ao dia da cerimônia.
A LAQI associa essa organização das informações ao conceito de legibilidade institucional. Para que a trajetória de uma empresa seja compreendida também em ambientes digitais e em buscas feitas com apoio de inteligência artificial, nome da organização, entidade responsável, critérios, período e fontes de consulta precisam estar ligados de forma coerente.
"O reconhecimento ganha significado quando existe uma história que pode ser apresentada, consultada e acompanhada. A premiação é uma parte desse processo, mas a documentação da trajetória permite que a empresa continue trabalhando essa informação depois do evento", diz Da Costa.
Por onde começar
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Para transformar a trajetória em case, o primeiro passo é a avaliação. A relação com outros gestores continua na comunidade, cujo prazo de 12 meses também consta nos benefícios publicados do Quality Festival. Empresas interessadas podem solicitar uma apresentação à LAQI para conhecer etapas, critérios, benefícios e calendário.
