Tecnologias antes concentradas nos grandes centros médicos começam a chegar a outras regiões do Brasil e a ampliar as possibilidades de diagnóstico e tratamento do câncer de próstata. No interior do Paraná, o urologista Alberto Tomé vem construindo sua trajetória nesse movimento, ao reunir recursos de alta precisão em diferentes etapas do cuidado.

Com clínica em Umuarama e atendimentos também em Cianorte, ambas no Noroeste do Paraná, o médico foi um dos primeiros do País a incorporar o micro-ultrassom ExactVu™, tecnologia de alta resolução utilizada na investigação do câncer de próstata e na realização de biópsias direcionadas. Em março deste ano, tornou-se o quinto médico no Brasil e o segundo no Paraná a contar com o equipamento.

A expansão da tecnologia deve ultrapassar as divisas do Estado. Tomé planeja levar o micro-ultrassom também a Mato Grosso do Sul, ampliando a disponibilidade do recurso na região Centro-Oeste do País.

"Minha formação e minha atuação em grandes centros me permitem acompanhar de perto a evolução da urologia, mas sempre tive o propósito de fazer esse conhecimento e essas tecnologias chegarem também a outras regiões. O paciente não deveria precisar estar em uma grande capital para ter acesso a recursos avançados de diagnóstico e tratamento", afirma.

O micro-ultrassom ExactVu™ opera em frequência de 29 MHz e produz imagens da próstata em alta resolução e em tempo real. Durante a biópsia, permite visualizar áreas suspeitas e direcionar a coleta de tecido para regiões que exigem maior investigação.

Para o paciente, o recurso pode tornar a investigação mais direcionada. Ao identificar áreas suspeitas em tempo real, o exame auxilia o médico na definição dos pontos a serem biopsiados e reúne informações importantes para a avaliação do caso.

Essa precisão ganha relevância porque o câncer de próstata não se comporta da mesma maneira em todos os pacientes. Localização, extensão e agressividade do tumor, além da idade e das condições clínicas, são fatores considerados na definição da conduta.

Quando é preciso investigar?

O câncer de próstata é o tipo de tumor mais incidente entre os homens brasileiros, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Para cada ano do triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 77.920 novos casos da doença no Brasil, o equivalente a 30,5% dos novos diagnósticos de câncer na população masculina.

A avaliação médica considera idade, histórico familiar, resultados de exames, avaliação clínica e outros fatores de risco. O histórico de câncer de próstata em pai ou irmão, especialmente quando diagnosticado antes dos 60 anos, está entre os fatores que merecem atenção.

Um dos desafios é que, em sua fase inicial, a doença pode não apresentar sintomas. Por isso, a avaliação não deve depender apenas do aparecimento de sinais. A decisão sobre quando e como investigar deve ser individualizada e discutida com o médico, considerando os riscos e as características de cada paciente.

Quando há indicação de aprofundar a investigação, exames complementares podem ser solicitados. A biópsia é responsável pela confirmação diagnóstica e pela análise do tecido. É nessa etapa que recursos como o micro-ultrassom podem auxiliar, ao permitir a visualização em tempo real de áreas suspeitas e orientar a coleta das amostras.

Diferentes caminhos para o tratamento

Confirmado o diagnóstico, nem todos os pacientes seguem o mesmo caminho. As características do tumor e as condições clínicas ajudam a determinar a conduta. Há casos que podem ser acompanhados e outros em que algum tipo de intervenção é indicado.

Para pacientes selecionados, uma das possibilidades é a terapia focal, abordagem que concentra o tratamento na região onde está localizada a lesão, buscando preservar áreas não comprometidas da próstata. A indicação depende das características do tumor e de avaliação individualizada.

Nos casos em que a retirada da próstata é indicada, a cirurgia robótica representa uma das alternativas. Realizada por pequenas incisões, oferece ao cirurgião visão ampliada do campo operatório e instrumentos que permitem movimentos precisos. Em comparação com a cirurgia aberta, pode estar associada a menor perda sanguínea, menor tempo de internação e recuperação mais rápida.

Alberto Tomé atua com cirurgia robótica desde 2021, após formação especializada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Certificado para operar com a plataforma Da Vinci, concilia a atuação no interior do Paraná com cirurgias realizadas em Maringá, Londrina e São Paulo.

Micro-ultrassom, terapia focal e cirurgia robótica têm funções e indicações distintas e não são aplicáveis a todos os pacientes. A incorporação desses recursos amplia as possibilidades disponíveis desde a investigação até o tratamento e acompanha uma tendência da uro-oncologia de buscar condutas cada vez mais orientadas pelas características de cada caso.

"A tecnologia amplia nossas possibilidades, mas não substitui a decisão médica. O mais importante é compreender a doença, avaliar o paciente individualmente e, a partir disso, definir a estratégia mais adequada", afirma Tomé.

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Para mais informações sobre diagnóstico e tratamento do câncer de próstata, acompanhe o urologista Alberto Tomé no Instagram: @dr.albertotome

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