Quem acompanha o mercado de criptoativos já ouviu alguma versão da mesma história: uma posição que valia um valor considerável pela manhã e, horas depois, perdeu boa parte do valor. Para o empresário que pensa em diversificar parte do caixa ou do patrimônio pessoal em ativos digitais, esse é o principal motivo para ficar de fora. A boa notícia é que já existe tecnologia pensada para reduzir esse risco antes de a operação acontecer, não só para registrar o estrago depois.
É esse o problema que a plataforma RedMind, criada pelo empreendedor Guga Stocco, cofundador do Banco Original e conselheiro de companhias como a Totvs, se propõe a resolver. A tecnologia de inteligência artificial por trás da operação é fornecida pela Grand Thera Technologies, deeptech catarinense especializada em infraestrutura de dados para decisões financeiras de alto impacto. A empresa integra dados internos, informações de mercado e registros de diferentes exchanges em uma camada única, o que permite identificar sinais de risco antes que eles se transformem em perda.
O que muda para quem vai aplicar
Na prática, o sistema funciona em etapas. Primeiro, entende o apetite a risco do investidor. Depois, propõe uma carteira para avaliação e testa os limites dela em simulações de mercado, tudo antes de qualquer ordem ser executada. Só então a operação acontece, e a partir daí as posições são rebalanceadas em tempo real conforme o regime de mercado muda.
A diferença em relação a outras ferramentas de risco disponíveis no mercado está na ordem dos fatores. A maior parte descreve o que já aconteceu com a carteira, depois do estrago feito. A arquitetura da Grand Thera atua no intervalo anterior, entre a intenção de investir e a execução da ordem, momento em que a decisão ainda pode ser corrigida sem custo para quem investe.
Testado sob estresse
Em uma prova de conceito conduzida com a equipe de análise de risco da RedMind, a Grand Thera simulou cenários extremos de mercado. Diante de uma queda de 30% nos ativos digitais, o impacto sobre a carteira protegida foi contido em aproximadamente 10%. Em um ambiente no qual a volatilidade geral do mercado chegou a 42%, a volatilidade da carteira se manteve próxima da meta de 15% estabelecida previamente.
A camada de proteção também se estende à escolha do que entra na plataforma. Os ativos disponíveis passam por um processo de homologação e compliance, com análise de crédito, avaliação de colateral e monitoramento de risco de contraparte, o que reduz a exposição a emissores ou carteiras com histórico suspeito.
O alerta para quem ainda está de fora
"O investidor comum não entra nesse mercado por dois medos: o dinheiro virar pó da noite para o dia e comprar de quem não deveria. A arquitetura ataca os dois ao mesmo tempo, com rebalanceamento em tempo real e parceiros homologados", afirma Fernando Negrini, CEO da Grand Thera.
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Para o empresário mineiro que avalia entrar em ativos digitais pela primeira vez, a mensagem prática é essa: existe hoje tecnologia capaz de simular o pior cenário antes de colocar dinheiro em jogo, o que muda o cálculo de risco de quem historicamente ficou de fora por medo de perder tudo de uma vez.
