O sistema de consórcios brasileiro vem batendo recordes de adesão. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) e do Banco Central, o país tem hoje 12,85 milhões de consorciados ativos, dos quais cerca de 1,7 milhão participam de cotas do segmento imobiliário, com carta de crédito média entre R$ 175 mil e R$ 235 mil. Juntos, esses ativos administrados já representam mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Nesse universo, um grupo específico tem chamado atenção de administradoras e especialistas em planejamento financeiro: o dos brasileiros que vivem no exterior e recebem em moedas mais fortes, como dólar, euro ou libra. Para esse público, o consórcio imobiliário tem sido usado como alternativa para adquirir imóveis no Brasil sem interromper a rotina de trabalho fora do país.

Atualmente, estima-se que 4,59 milhões de brasileiros vivam fora do país, segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Os Estados Unidos concentram a maior parte desse grupo, cerca de 1,9 milhão de pessoas, seguidos por Portugal (360 mil), Paraguai (254 mil), Reino Unido (230 mil) e Japão (207 mil).

É nesse cenário que o consórcio imobiliário vem sendo utilizado como uma alternativa de planejamento para quem pretende adquirir imóveis no país, seja para investir, gerar renda ou preparar um futuro retorno ao Brasil, conforme observa o Grupo Viabilizze.

Diferente do financiamento tradicional, a modalidade não exige a contratação imediata de uma dívida com juros sobre o valor total do imóvel: o consorciado paga parcelas até ser contemplado, por sorteio ou lance, e passa a ter acesso à carta de crédito para uso na compra. Cada administradora, no entanto, possui suas próprias regras e pode realizar análises cadastrais, financeiras e documentais para a utilização do crédito após a contemplação, o que reforça a importância de analisar previamente as condições de cada operação.

Para o empresário e especialista em estratégias patrimoniais Henrique Castro, conhecido nas redes sociais como Henrique com Renda e fundador do Grupo Viabilizze, o crescimento do setor de consórcios reflete uma mudança de comportamento entre quem ganha em moeda estrangeira.

"Muitos brasileiros saem do país para aumentar a renda, mas ganhar mais não significa necessariamente construir patrimônio. O importante é pensar no que está sendo construído com esse dinheiro ao longo dos anos", afirma.

Segundo ele, o consórcio permite organizar uma estratégia de aquisição de imóvel ao longo do tempo, enquanto o brasileiro continua trabalhando e recebendo sua renda fora do país. Essa característica, de acordo com o especialista, explica parte do interesse crescente dessa modalidade entre quem vive no exterior e planeja manter ou construir patrimônio no Brasil.

A recomendação de especialistas do setor é que qualquer decisão sobre consórcio imobiliário leve em conta o perfil financeiro de quem contrata, o prazo até a contemplação e as regras específicas da administradora escolhida, já que cada operação pode ter particularidades distintas conforme o valor da carta de crédito e o segmento do imóvel pretendido.

O crescimento do número de consorciados também reflete uma mudança na forma como parte da população encara o planejamento de longo prazo. Como a contemplação não segue uma data fixa e depende de sorteio ou lance, especialistas costumam recomendar que o consorciado entre no grupo o quanto antes, de modo que o tempo de espera trabalhe a favor do planejamento, e não como um obstáculo. Essa lógica se aplica tanto a quem vive no Brasil quanto a quem recebe renda no exterior e pretende usar o crédito futuramente em território nacional.

Para quem avalia essa alternativa, o primeiro passo costuma ser entender o valor da carta de crédito necessária para o tipo de imóvel pretendido e comparar as condições oferecidas por diferentes administradoras, já que taxa de administração, prazo do grupo e regras de contemplação variam de uma instituição para outra.

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Quem quiser entender melhor como estruturar esse tipo de planejamento pode acompanhar o conteúdo de Henrique Castro no Instagram (@henriquecomrenda) ou buscar atendimento direto pelo WhatsApp (83) 99672-3104.

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