No mercado imobiliário de luxo do Brasil, o mais comum é a medição dos empreendimentos por metragem e velocidade de venda. Um projeto de três unidades na Fazenda Morumbi, em São Paulo, oferece uma forma diferente de avaliar a qualidade: por meio da obra concebida para durar cinquenta anos. Para a Casa Uno Properties, esse é o intervalo de tempo que separa o alto padrão do conceito que passou a ser chamado de estado da arte.
Um vocabulário que se repete
Diversos termos se multiplicaram nos lançamentos imobiliários dos últimos anos, mas na maioria das vezes apenas descrevem variações de um mesmo tipo de produto. Por exemplo, alto padrão, altíssimo padrão e ultraluxo. No topo do mercado paulistano, ganhou espaço uma pergunta mais simples: o que define o estado da arte em uma residência.
A resposta elaborada entre profissionais do setor tem mais relação com o método de trabalho do que com os acabamentos. Nessa visão, estado da arte é o projeto que surge a partir das características do próprio terreno, com engenharia pensada para décadas, em vez de focar apenas o momento da entrega. Construir menos, para construir sem concessões, torna-se um parâmetro de qualidade, em vez de apenas uma escolha estética.
O projeto como referência
O A Mata 118, da Casa Uno Properties, ocupa um terreno na Fazenda Morumbi onde a definição do projeto arquitetônico partiu da preservação da mata do entorno. As três unidades foram desenhadas de acordo com as características do próprio lugar. A assinatura é do arquiteto libanês Michel Nagi, e todo o programa, da estrutura aos materiais, foi considerado para um horizonte de cinquenta anos.
"Nosso cliente não busca um imóvel. Busca um ativo que reflita sua visão de mundo, discreto, raro, permanente", conta Cleberson de Lima, fundador da Casa Uno Properties e executivo com trajetória nos mercados financeiro e imobiliário. Esse princípio guia todo o portfólio da empresa: são quatro projetos sob curadoria ativa em São Paulo, sem lançamentos em série.
Menos volume, mais atenção
Projetos de poucas unidades em terrenos de repetição difícil carregam uma lógica econômica: o que não pode ser replicado tem um potencial extra de valorização. "Em um mercado que celebra volume, optamos pela restrição. Cada ativo recebe atenção irrestrita", afirma Cleberson de Lima.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Seguindo o amadurecimento do mercado de altíssimo padrão brasileiro e passando pelo caminho já percorrido por outros mercados globais, a qualidade construtiva é o critério que tende a ganhar relevância, deixando a quantidade em segundo plano. O projeto A Mata 118 é um exemplo de como deve ser definida a próxima década do mercado residencial de topo em São Paulo: por quem constrói com cuidado, e não por quem constrói em maior escala.
