A deep tech brasileira de inteligência artificial voltada a decisões críticas Grand Thera Technologies anunciou que o seu conselho consultivo passa a contar com Guga Stocco e Rafael Fabra Navarro. Os nomes agregam à companhia por suas trajetórias complementares, sendo uma vinda do mercado financeiro e outra da cooperação científica internacional.

Guga Stocco é cofundador do Banco Original, o primeiro banco 100% digital do Brasil. É conselheiro e investidor em empresas de tecnologia, entre elas a Totvs. Sua trajetória começou anos antes da popularização do termo fintech no país, e hoje ele se tornou uma das referências sobre futuro do dinheiro e da inteligência artificial aplicada aos negócios.

Rafael Fabra Navarro tem uma bagagem diferente e igualmente relevante. Atua como oficial de ligação do Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil junto à Suíça, além de ser conselheiro financeiro e representante brasileiro no CERN, a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear. Tem 20 anos de trajetória executiva na Braskem, onde foi Diretor Global de Gestão de Conhecimento e liderou projetos de inovação. O Brasil tornou-se membro associado do CERN em março de 2024, o primeiro país das Américas a alcançar esse status, e aproximadamente 200 cientistas, engenheiros e estudantes brasileiros participam dos grandes experimentos do laboratório atualmente.

A decisão da Grand Thera reforça o que a empresa busca ser: uma deep tech, e não apenas mais uma camada de software sobre modelos de terceiros. O termo decision-grade AI utilizado pela companhia nasce de pesquisa quantitativa própria, regimes de mercado, inferência estatística e arquiteturas neurais aplicadas a dados financeiros fragmentados, e é transformado em infraestrutura de decisão.

A proposta da companhia é identificar o sinal de risco antes de sua materialização para ser possível traduzi-lo em um plano de ação e fazer sua mitigação por meio de agentes e algoritmos próprios. O foco é reduzir a exposição financeira antes que ocorra prejuízo. Em vez de agregar mais um indicador à tela do executivo, a Grand Thera consolida os dados fragmentados na origem e na entrega, do sinal à ação, evidência auditável construída sobre tecnologia própria.

"Trouxemos para a mesa quem entende de capital e quem entende de ciência aplicada em ambientes corporativos globais. É exatamente essa combinação que a nossa tese exige", afirma Fernando Negrini, CEO da Grand Thera Technologies. "Decisão de alto risco não se resolve com mais um painel de indicadores. Se resolve com infraestrutura que dê segurança para um conselho decidir".

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O anúncio dos novos conselheiros chega em um momento de crescimento da Grand Thera, que ampliou sua presença junto a conselhos, conselheiros e diretorias financeiras no Brasil. A empresa também passou a ser procurada por operações que exigem o sustento das decisões críticas em ambientes de forte exigência regulatória. Com a nova composição, o colegiado conta com experiência em mercado de capitais, governança corporativa e ciência aplicada, um conjunto que destaca a maturidade buscada pela companhia para consolidar sua posição no mercado.

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