Se você já pensou em contratar um seguro de vida, provavelmente se perguntou: e se eu não morrer? A dúvida comum evidencia a principal objeção na contratação desse produto. Na modalidade tradicional, o segurado paga durante certo período de tempo, mas não tem o dinheiro investido de volta se continuar vivo. É total proteção, mas sem retorno financeiro para o titular da apólice. Essa característica faz com que a adesão a seguros de vida no Brasil seja muito menor do que em outros países, especialmente nos mercados financeiros mais consolidados.
Há, no entanto, uma modalidade que muda essa lógica. O seguro de vida resgatável, conhecido internacionalmente como whole life, oferece a cobertura por toda a vida do segurado combinada à formação de reserva financeira que pode ser utilizada a qualquer momento enquanto o titular ainda está vivo. Isso permite obter indenização para a família ou conseguir o resgate dos valores para o próprio titular.
Um prêmio que tem prazo para acabar
Há aspectos diferentes entre a modalidade de seguros tradicional e a resgatável. A primeira é o tempo de pagamento. Na estrutura adotada pela GX Capital, boutique financeira especializada em câmbio, crédito e proteção patrimonial, o prêmio termina em dez anos e tem correção anual conforme o IPCA, mas a cobertura permanece vitalícia. Ou seja: o valor pago tem começo, meio e fim, mas a proteção segue depois que os pagamentos terminam. No produto convencional, o momento em que se deixa de pagar é quando se perde a cobertura.
A segunda diferença está no destino de parte desse dinheiro. Uma parcela do prêmio pago constrói uma reserva crescente ao longo dos anos e pertence ao segurado. Isso significa que o titular pode resgatar o valor total ou parcialmente, seja para ter um reforço financeiro para a aposentadoria, aproveitar uma oportunidade de negócio ou lidar com um imprevisto que não caberia no orçamento do mês.
O ponto em que a proteção passa a sair de graça
O principal conceito do seguro de vida resgatável é o chamado ponto de equilíbrio, isto é, quando a reserva acumulada é superior ao montante pago em prêmios. Esse é o momento em que o segurado tem uma quantia superior à desembolsada e continua protegido. Nas simulações da GX Capital, essa situação costuma aparecer entre o décimo e o décimo quinto ano de contrato, dependendo da idade de entrada e do valor contratado.
"O erro é comparar seguro resgatável com investimento e concluir que rende menos. Não é a mesma prateleira. O que esse contrato faz é entregar proteção vitalícia e devolver o capital, e nenhum fundo faz as duas coisas ao mesmo tempo", afirma Vinicius Teixeira, fundador da GX Capital.
Para quem esse modelo faz sentido
Apesar das vantagens, o seguro de vida resgatável não é adequado para todo mundo justamente devido à sua lógica. Quem precisa de cobertura alta com custo baixo em uma fase específica da vida, como o período de dependência financeira dos filhos ou durante o pagamento do financiamento de imóvel, tem suas necessidades atendidas com o seguro temporário, que tem prêmio mais em conta.
O seguro resgatável é mais indicado para pessoas que já resolveram essa proteção básica e querem organizar o patrimônio construído. Esse é o caso de um empresário com participação em sociedade, profissional liberal com renda alta e concentrada ou família com imóveis, mas pouco dinheiro disponível no curto prazo. Esses perfis têm patrimônio no papel, mas pouco recurso acessível quando necessário, problema que pode ser resolvido com a modalidade resgatável.
O que verificar antes de contratar
Para fazer um bom negócio, a GX Capital recomenda três verificações antes de assinar o contrato. A primeira é o prazo real de pagamento e o que acontece com a cobertura após o fim de quitação dos valores. A segunda é a forma de correção dos valores, a fim de garantir que os contratos sejam reajustados corretamente e não percam o sentido econômico com o tempo. A terceira é a tabela de resgate ano a ano, que mostra quanto o segurado poderá resgatar, caso opte por encerrar o contrato, inclusive nos primeiros anos, quando a reserva ainda é baixa.
A empresa disponibiliza um simulador aberto ao público: Simulador de Seguro de Vida Resgatável - GX Capital. Com ele, é possível projetar prêmio, reserva e ponto de equilíbrio a partir da idade e do valor de cobertura desejado. Os valores exibidos são projeções e não constituem promessa de rentabilidade, no mesmo padrão exigido pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) para produtos regulados.
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"Quando a pessoa vê a tabela ano a ano, a conversa muda. Ela para de perguntar se vai perder o dinheiro e começa a perguntar em que ano começa a ter retorno", diz Vinicius Teixeira.
