A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou duas consultas públicas para definir novas mensagens de advertência e imagens aplicadas em embalagens e mostruários de cigarros e outros produtos derivados do tabaco.

A população pode enviar sugestões sobre as propostas até o dia 23 de novembro. Os interessados também têm acesso aos documentos que embasaram a elaboração das medidas apresentadas.

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Atualização periódica das advertências

As propostas em debate foram elaboradas pela Gerência-Geral de Registro e Fiscalização de Produtos Fumígenos Derivados ou não do Tabaco (GGTAB). O relator dos processos na agência é o diretor Marcelo Moreira.

Moreira apontou que as advertências sanitárias e mensagens utilizadas precisam passar por atualizações recorrentes. Esse procedimento busca garantir que a comunicação com o público mantenha sua eficácia ao alertar sobre:

  • os principais malefícios causados pelo consumo do produto;

  • as principais substâncias contidas nos produtos que causam esses problemas.

Regras para publicidade e histórico

A legislação nacional mantém restrições rigorosas sobre o setor há décadas:

Tratado internacional contra o tabagismo

Em 2003, o Brasil assinou a "Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco" (CQTC), criada sob coordenação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O país incorporou o tratado à legislação três anos depois.

A integração da norma internacional gerou determinações específicas voltadas à publicidade, promoção e patrocínio de artigos derivados do tabaco.

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O texto reconheceu que a propagação da epidemia do tabagismo representa uma questão global com graves consequências para a saúde pública. Para enfrentar esse quadro, o acordo estabelece a necessidade de ampla cooperação internacional, demandando a participação de todos os países em uma resposta internacional integral, apropriada e eficaz.


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