O BNDES prevê R$ 68 bilhões para expandir metrô, VLT e BRT no Rio de Janeiro e região metropolitana. O banco mapeou 15 projetos prioritários que somam 544 quilômetros de extensão e incluem novas linhas, ramais e conexões entre municípios.
O metrô carioca cobra R$ 7,90 por passagem, uma das mais altas do Brasil, com subsídio de apenas R$ 0,30. Em São Paulo, o governo estadual arca com mais de 50% do custo operacional do sistema.
Projetos prioritários e custos estimados
A extensão da Linha 2 do metrô, hoje entre Pavuna e Botafogo, é um dos destaques. O trecho proposto teria três quilômetros entre o Estácio e a Praça 15, com custo estimado de R$ 3,3 bilhões. Segundo o banco, a ligação permitiria reduzir intervalos entre trens e ampliar a capacidade do sistema em até 70%.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que o investimento foi calibrado para a fase final do governo estadual. "É um valor adequado para esse momento em que o governo está terminando a sua gestão", afirmou, acrescentando que o governador optou por não comprometer a próxima administração com projetos de maior porte.
Os recursos devem ser liberados ainda em 2026, mas sem prazo definido para o início das obras.
Linha 3, VLT e outras propostas
Entre os demais projetos mapeados estão:
- Linha 3 do metrô, ligando o Rio a São Gonçalo com travessia subaquática pela Baía de Guanabara até a Praça Arariboia, em Niterói, e seguindo até Alcântara, em um total de 12 estações.
- Nova linha entre as estações Uruguai, na Tijuca, e Del Castilho, com sete paradas.
- VLT de Botafogo ao Leblon e à Gávea, passando pelas ruas São Clemente, Voluntários da Pátria, Humaitá e Jardim Botânico.
- Extensão da Linha 4 até o Terminal Alvorada e, numa segunda etapa, até o Recreio dos Bandeirantes.
- Nova linha de metrô entre Alvorada e Cocotá, na Ilha do Governador, com 20 estações.
Apenas os estudos das Linhas 3 e 4 custarão R$ 32 milhões. Todos os projetos ainda dependem de análises adicionais antes de avançar para licitação, decisão que caberá ao próximo governo estadual.
Metrô leva 22 vezes mais gente que ônibus
A expansão do transporte sobre trilhos também é justificada pela capacidade de carga. Dados da concessionária Metrô Rio indicam que uma composição pode retirar até 900 carros das ruas. Um estudo do Instituto de Energia da PUC-Rio revelou que 90% dos deslocamentos na região metropolitana ainda são feitos por carro, moto, ônibus ou van, modais que poluem até 46 vezes mais por passageiro por quilômetro do que trens e metrô.
A diferença de capacidade é expressiva: um metrô lotado transporta cerca de 1.800 passageiros; um trem, até 2.600; um VLT, 420; um BRT, cerca de 180; e um ônibus convencional, em torno de 80 pessoas.
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A Linha 4, inaugurada há dez anos, ainda não está concluída. A estação Gávea, último trecho do projeto original, tem previsão de abertura para 2028.
