Uma agência de turismo do Rio de Janeiro virou alvo de investigação policial após clientes relatarem que pagaram por pacotes e nunca embarcaram. A proprietária do negócio, uma mulher de 41 anos, foi presa preventivamente sob acusação de estelionato.
Vitória da Cunha Ferreira Alvim, dona da Latitude Outdoor Adventures, usava contratos assinados e cobranças via Pix para dar aparência de seriedade às transações. Destinos como Caribe e Chile figuravam entre as ofertas anunciadas nas redes sociais. Mas passagens e reservas de hotel jamais eram providenciadas.
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Golpe só aparecia na véspera da viagem
O padrão se repetia: a fraude só vinha à tona quando os clientes tentavam obter vouchers e comprovantes próximo à data do embarque. Ao consultar hotéis e outras prestadoras de serviço, descobriam que nenhuma reserva havia sido feita em seus nomes.
Uma das vítimas perdeu R$ 9 mil em dois pacotes, um para uma ilha caribenha e outro com destino ao Chile, sem jamais ter saído do país.
Polícia descarta falha de gestão
Agentes da 41ª DP (Tanque) concluíram, após analisar contratos e comprovantes de pagamento, que a suspeita já sabia, no momento da assinatura, que não cumpriria o acordado. Para a polícia, não se trata de inadimplência empresarial, mas de intenção deliberada de enganar.
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Diante do número expressivo de vítimas e do risco de novos golpes, a Justiça decretou a prisão preventiva da acusada, que responderá por estelionato.
