A dois meses das eleições presidenciais, o cenário político nacional volta a se agitar com as revelações antecipadas do livro "Eu Disse Não: Uma Trincheira Antigolpista", do tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB). Com lançamento previsto para setembro de 2026, a obra detalha os bastidores das pressões por uma ruptura institucional que antecederam os atos de 8 de janeiro de 2023 e já ganha relevância como arma na disputa presidencial, mesmo antes de chegar às livrarias.
O livro, que narra a recusa do então chefe da Aeronáutica em apoiar uma intervenção que impediria a posse do presidente eleito, ressurge em meio a uma campanha eleitoral polarizada, na qual os ataques às instituições continuam a ser um tema central. A obra oferece uma perspectiva de dentro do poder sobre a crise que marcou a transição de governo.
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O que é o livro "Eu disse não"?
"Eu disse não" é um livro de memórias do brigadeiro Baptista Junior sobre seu período no comando da Aeronáutica. A obra detalha sua recusa em apoiar uma intervenção militar para manter o então presidente no poder, expondo as pressões sofridas por comandantes das Forças Armadas.
Os relatos do ex-comandante fornecem uma visão interna sobre as conversas e reuniões que, até então, eram tratadas principalmente no âmbito de investigações, esclarecendo pontos cruciais sobre o papel dos militares naquele período.
Como o livro influencia a campanha presidencial?
O conteúdo antecipado do livro já vem sendo explorado por diferentes campanhas para atacar adversários, mesmo antes do lançamento oficial. As revelações sobre a trama golpista servem como munição para associar candidatos a movimentos antidemocráticos, um dos principais eixos do debate na atual eleição.
A repercussão das primeiras entrevistas concedidas por Baptista Júnior já indica o tom do confronto que deve se intensificar com o lançamento. A reação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que chamou o ex-comandante de "banana podre" em resposta a uma entrevista dele ao UOL, em 19 de agosto, demonstra o forte atrito gerado pelas revelações. Essa troca de acusações tende a se intensificar com a proximidade do lançamento e das eleições, influenciando a percepção pública sobre a integridade das instituições.
Quais são as principais revelações do livro?
A obra apresenta informações sobre os bastidores da crise institucional. Entre os pontos centrais, estão:
Relatos detalhados sobre a reunião em que a proposta de golpe teria sido apresentada aos chefes militares.
Identificação dos articuladores políticos e militares que pressionaram por uma ruptura institucional.
A descrição da dinâmica interna no Alto Comando das Forças Armadas durante o período de tensão.
Os argumentos utilizados pelo brigadeiro para justificar sua posição contrária a qualquer tipo de intervenção.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
