A corrida presidencial de 2026 tem seus competidores oficialmente definidos. Com o fim das convenções partidárias em 5 de agosto e o encerramento do prazo para registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 19h do sábado, 15 de agosto, 13 chapas foram confirmadas para disputar o Palácio do Planalto.

O cenário aponta para uma polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca um quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), representante do bolsonarismo, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso, cumprindo pena de 27 anos e 3 meses pela tentativa de golpe de Estado, e inelegível.

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O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, com um eventual segundo turno em 25 de outubro. Além dos dois principais nomes, outros 11 candidatos buscam se apresentar como alternativas, representando um amplo espectro ideológico, da extrema-esquerda à direita conservadora. Entre as novidades, a disputa conta com duas chapas compostas exclusivamente por mulheres.

A configuração final da corrida também é resultado de uma série de desistências nos bastidores. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nome preferido do mercado, desistiu de concorrer à Presidência para buscar a reeleição em São Paulo.

Ratinho Júnior, cotado como possível candidato do PSD, abriu mão da pré-candidatura para concluir o mandato no governo do Paraná, abrindo caminho para Ronaldo Caiado. Ciro Gomes (PSDB) também desistiu da corrida presidencial para disputar o governo do Ceará. Já no Democracia Cristã, a candidatura passou por dois nomes antes de chegar a Clariana Barão: primeiro Aldo Rebelo, depois o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, ambos desistentes.

Quem são os candidatos à Presidência em 2026?

A lista oficial de candidatos registrados na Justiça Eleitoral inclui ex-governadores, parlamentares, um escritor e representantes de movimentos sociais. Conheça os postulantes e suas principais bandeiras:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Em busca de um quarto mandato, tem Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice e foca sua plataforma na continuidade de programas sociais, na defesa da democracia e no fortalecimento da economia.

  • Flávio Bolsonaro (PL): Senador pelo Rio de Janeiro e filho mais velho de Jair Bolsonaro, defende uma pauta conservadora nos costumes e liberal na economia, dando continuidade ao legado político do bolsonarismo.

  • Ronaldo Caiado (PSD): Ex-governador de Goiás, suas principais bandeiras são a segurança pública e a defesa dos interesses do agronegócio.

  • Romeu Zema (Novo): Ex-governador de Minas Gerais, apresenta uma plataforma baseada no liberalismo econômico, na privatização de estatais e na redução do tamanho do Estado.

  • Renan Santos (Missão): Um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), é presidente do Partido Missão, aprovado pelo TSE em novembro de 2025. Foi um dos articuladores do "Comitê do Impeachment" que levou à queda de Dilma Rousseff, mas nunca ocupou cargo eletivo.

  • Augusto Cury (Avante): Psiquiatra e escritor, autor de "O Vendedor de Sonhos", estreia na política com um discurso focado em saúde mental, educação socioemocional e gestão humanizada.

  • Pablo Marçal (PRTB): Empresário, coach e influenciador digital com 13,7 milhões de seguidores no Instagram, ganhou projeção política ao disputar a Prefeitura de São Paulo em 2024. Foi condenado pelo TRE-SP, por 4 votos a 3, a oito anos de inelegibilidade, por conta do "campeonato de cortes" promovido no Discord durante aquela campanha, mas mesmo assim registrou sua candidatura à Presidência.

  • Clariana Barão (DC): Advogada e presidente do diretório estadual do Democracia Cristã em Mato Grosso, encabeça uma chapa exclusivamente feminina e defende pautas ligadas à família e aos valores cristãos.

  • Edmilson Costa (PCB): Doutor em Economia pela Unicamp, propõe uma agenda de esquerda, com a reversão das reformas trabalhista e previdenciária e a estatização de setores estratégicos da economia.

  • Hertz Dias (PSTU): Historiador e professor da educação básica, defende um programa socialista, com foco nos direitos dos trabalhadores e no combate ao grande capital.

  • Rui Costa Pimenta (PCO): Presidente do Partido da Causa Operária, apresenta uma plataforma de extrema-esquerda, crítica às instituições vigentes. Em 11 de agosto, foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga possíveis desvios de verbas do fundo partidário e do fundo eleitoral.

  • Samara Martins (UP): Dentista e vice-presidente nacional da Unidade Popular, lidera uma chapa 100% feminina e foca sua campanha em pautas como moradia popular e direitos sociais.

  • Wilson Grassi (Democrata): Veterinário com atuação voltada à defesa e proteção animal, concorre pela legenda que antes se chamava Partido da Mulher Brasileira (PMB), na sua quarta tentativa eleitoral.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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