O Dia das Mães, celebrado anualmente no segundo domingo de maio, é uma das datas mais importantes do varejo, movimentando bilhões com a venda de presentes, flores e almoços em restaurantes. No entanto, por trás do apelo comercial, existe uma história de ativismo, luto e luta por reconhecimento que poucos conhecem. A celebração, como a conhecemos hoje, nasceu nos Estados Unidos e teve uma origem bem diferente da atual.
A origem ativista com Ann Reeves Jarvis
A precursora do Dia das Mães foi a ativista Ann Reeves Jarvis, na Virgínia Ocidental. Em 1858, ela organizou os "Clubes de Trabalho do Dia das Mães" (Mothers' Day Work Clubs) com o objetivo de ensinar às mulheres locais noções básicas de higiene e saneamento para combater a alta mortalidade infantil. Esses clubes também serviam como uma força unificadora na comunidade.
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Após a Guerra Civil Americana (1861-1865), que dividiu o país, Ann Reeves Jarvis propôs a criação do "Dia da Amizade das Mães" (Mothers' Friendship Day) em 1868. A ideia era reunir mães de ex-soldados de ambos os lados (União e Confederados) para promover a reconciliação e a paz.
A oficialização por Anna Jarvis
A ideia de um dia nacional para homenagear as mães só ganhou força com Anna Jarvis, filha de Ann Reeves Jarvis. Após a morte de sua mãe em 9 de maio de 1905, Anna iniciou uma intensa campanha para realizar o sonho de sua mãe: a criação de um feriado oficial para celebrar todas as mães.
A primeira comemoração oficial ocorreu em 1908, em uma igreja metodista em Grafton, Virgínia Ocidental. O sucesso do evento inspirou Anna a levar a campanha a nível nacional. Em 1914, seus esforços foram recompensados quando o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, assinou uma proclamação oficializando o segundo domingo de maio como o Dia das Mães.
A luta contra a comercialização
O que Anna Jarvis não imaginava era que sua criação se tornaria rapidamente um fenômeno comercial. Ela ficou horrorizada ao ver floriculturas, fabricantes de cartões e confeitarias lucrando com a data, que, em sua visão, deveria ser uma celebração íntima e de sentimentos, não de consumo.
Decepcionada, Anna dedicou o resto de sua vida e sua herança a lutar contra a comercialização do Dia das Mães. Ela chegou a protestar publicamente, organizando boicotes e ameaçando processos contra empresas que exploravam a data. A criadora do feriado morreu em 1948, aos 84 anos, em um sanatório, desiludida com o rumo que a celebração havia tomado.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
