O deslocamento até uma agência bancária para realizar a prova de vida não precisa mais ser uma preocupação para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O procedimento agora é automático, feito a partir do cruzamento de informações de diversas bases de dados do governo.

Essa abordagem utiliza ações do dia a dia como confirmação de que o beneficiário está vivo, evitando o bloqueio desnecessário de pagamentos. Se uma pessoa interage com serviços públicos, ela está presente, e o sistema do INSS monitora esses registros para validar o benefício de forma proativa, sem que o segurado precise tomar qualquer iniciativa.

Leia Mais

Conheça cinco dos principais atos que já contam como prova de vida automática:

1. Atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS)

Receber uma vacina em um posto de saúde, passar por uma consulta ou ser atendido em qualquer unidade da rede pública de saúde gera um registro que é compartilhado com o INSS. A atualização da carteira de vacinação é um dos exemplos mais comuns.

2. Acesso via Gov.br (selo ouro ou prata)

O acesso ao aplicativo Meu INSS ou a outros sistemas do governo federal serve como prova de vida, desde que a autenticação seja feita pela conta Gov.br com selo de segurança nível ouro ou prata. Esse nível é obtido, por exemplo, por meio de reconhecimento facial no aplicativo ou validação de dados em bancos credenciados.

3. Contratação de empréstimo consignado

Quando um aposentado ou pensionista faz um empréstimo consignado com desconto em folha, o processo exige reconhecimento facial ou biometria. Essa validação é registrada e comunicada ao INSS, confirmando que o titular do benefício realizou a operação.

4. Emissão ou renovação de documentos oficiais

Tirar ou atualizar documentos como a carteira de identidade (RG), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o passaporte são atos que confirmam a presença do cidadão com o cruzamento de dados do INSS.

5. Votação nas eleições

O comparecimento para votar, em anos de eleições municipais, estaduais ou federais, é um ato de cidadania que também serve como prova de vida. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa os dados de quem votou, e essa informação é utilizada para confirmar que o segurado está ativo.

Além dos exemplos citados, outros atos também são aceitos pelo sistema, como a realização de perícia médica (presencial ou por telemedicina), a atualização de dados no Cadastro Único (CadÚnico) e o saque do benefício com identificação biométrica em caixas eletrônicos.

Caso o sistema não identifique nenhuma movimentação do beneficiário por um período de 10 meses, contando a partir de seu último aniversário, o INSS enviará uma notificação. A comunicação informará que o segurado tem 60 dias para realizar alguma das atividades que permitam o cruzamento de dados, garantindo que ninguém seja pego de surpresa.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

compartilhe