SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um policial militar matou um casal de mulheres a tiros em uma rua de Cariacica, no Espírito Santo, na manhã de ontem.
Cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale atirou nas duas após ser chamado pela ex-mulher para resolver uma discussão. PM estava no horário de trabalho e foi até o local com outros policiais em uma viatura. Motivo da suposta briga envolvendo a ex-companheira dele não foi informado.
Daniele Toneto e Francisca Chaguiana Dias Viana estavam sentadas na calçada, quando a viatura policial chegou. Casal era vizinho da ex do PM e estava do outro lado da rua do prédio em que viviam no momento do crime, na rua Cinco de Maio, no bairro Cruzeiro do Sul.
Imagens da câmera de segurança mostram o momento em que o PM atira contra as vítimas, enquanto os outros policiais não fazem nada. Ele acertou uma das mulheres ainda sentada e perseguiu a outra, que corre e é baleada mais a frente.
Uma das mulheres morreu no local e outra foi socorrida pelo Samu, mas morreu no hospital. A polícia não informou qual delas foi socorrida e qual morreu na hora.
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O cabo foi preso em flagrante pelos próprios colegas e levado a uma delegacia da Polícia Civil. Ele será julgado pela Justiça comum, já que o caso não é considerado um crime militar. O UOL buscou o TJES para saber se o policial passou por audiência de custódia. O espaço será atualizado se houver posicionamento.
Policial tinha histórico de violência e matou uma mulher trans em 2022, segundo a TV Gazeta. De acordo com o canal, o cabo Xavier estava afastado dos trabalhos nas ruas por causa desse crime, mas pegou a viatura e foi até o prédio quando a ex-esposa ligou para ele.
"Conduta inadmissível", disse o governador do estado. Em nota, Ricardo Ferraço (MDB) afirmou que o caso será "tratado com celeridade e rigor absoluto na apuração".
Comandante-geral da PMES também lamentou a morte e disse que situação "macula imagem" da corporação. "Ele está preso, está na corregedoria, que em 24 horas o apresentará à Justiça", disse Ríodo Rubim.
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O UOL buscou um advogado que representa o cabo em um caso anterior para saber se ele ainda faz a defesa do policial. O TJES também foi procurado para saber se o PM tem defesa constituída no processo atual do caso. O espaço será atualizado com resposta se houver posicionamento.
