Ex-deputado pelo PT e ex-presidente da Câmara, um dos condenados no mensalão, João Paulo Cunha conseguiu de Dias Toffoli no STF uma decisão favorável a um cliente seu que é delator da Lava Jato. Trata-se do empresário e lobista Júlio Gerin de Almeida Camargo.

Na quinta-feira, 26, Toffoli atendeu a um pedido feito por Cunha e outros advogados de Camargo e suspendeu a execução penal relativa a um processo em que o lobista foi condenado na Justiça Federal do Paraná.

Nessa ação, Júlio Camargo foi sentenciado em 2015 a 12 anos de prisão e cumpriu pena por cinco anos em regime aberto diferenciado, conforme prevê sua delação. O acordo estipula que, após esse período, ele seguisse apresentando semestralmente relatórios de atividades à Justiça. O cumprimento dessas condições era acompanhado na execução penal que Toffoli suspendeu.

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A decisão do ministro foi tomada diante da possibilidade de o processo contra Camargo na 13ª Vara Federal de Curitiba ser anulado o que invalidaria, por consequência, a execução da pena. Isso porque, em uma decisão anterior, Toffoli anulou provas da ação penal e mandou a Vara avaliar qual material usado no processo seria efetivamente excluído dos autos.  

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