O empresário e delator Fernando Cavendish, ex-dono da Construtora Delta, quer que um pedido feito por ele recentemente ao STF seja analisado por Gilmar Mendes, e não por Dias Toffoli, relator designado para o caso.

Como informou a coluna, Cavendish, que fechou um acordo de delação premiada com a Lava Jato do Rio de Janeiro em 2018, apresentou ao Supremo um habeas corpus para que seja reconhecida a extinção da sua punibilidade em uma ação na qual foi condenado na Justiça Federal do Rio.

O empresário alega já ter cumprido as condições de cumprimento de pena previstas em sua delação, homologada pela 7ª Vara Federal Criminal em janeiro de 2019. Ele reclama, no entanto, que a 9ª Vara Federal Criminal estendeu a execução penal até janeiro de 2029.

A defesa argumentou que não caberia à 9ª Vara fiscalizar seu acordo de colaboração, mas somente executar a pena. Os advogados afirmaram que, com essa decisão da Justiça e sem a extinção da punibilidade, ele segue sujeito a restrições como suspensão de direitos políticos e impedimento à renovação do seu passaporte.

Ao apresentar o pedido ao STF, a defesa de Fernando Cavendish o direcionou a Gilmar Mendes. O habeas corpus, contudo, foi distribuído a Toffoli a partir da relação do caso com outras ações no STF, a chamada prevenção.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Na quinta-feira, 19, os advogados solicitaram a redistribuição do caso a Gilmar, lembrando que o ministro é o relator no Supremo de processos relacionados à Lava Jato do Rio. Eles também argumentaram que os processos usados para definir Toffoli como relator não têm identidade subjetiva nem fática com esse novo pedido de Cavendish ao STF.

compartilhe