Cristiano Zanin voltou a se posicionar contra um pedido de liberdade feito pelo delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel, preso na Operação Zargun, em setembro, sob suspeita de ligações com o Comando Vermelho. Depois de negar o habeas corpus da defesa de Stteel, em janeiro, Zanin votou por rejeitar o recurso dos advogados contra essa sua decisão.
O agravo dos defensores do delegado começou a ser analisado na sexta-feira, 20, em julgamento virtual na Primeira Turma do Supremo. Primeiro a votar, como relator, Cristiano Zanin manteve sua posição.
O ministro reiterou não ser possível que o STF decida sobre o habeas corpus antes de o STJ se pronunciar sobre ele. Zanin também ressaltou não haver ilegalidade flagrante ou abuso de poder no caso, situações em que o Supremo poderia conceder liberdade a ele mesmo que a instância inferior ainda não tenha feito sua análise.
Além de Cristiano Zanin, vão participar do julgamento Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
No pedido de liberdade ao Supremo, que tramita em segredo de Justiça, a defesa de Gustavo Stteel havia apontado que o STJ ainda não analisou o habeas corpus movido em novembro no tribunal. Os advogados pediam que fosse reconhecido constrangimento legal na manutenção da prisão preventiva do delegado e que ele fosse colocado em liberdade com ou sem medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.
O habeas corpus também citava uma possível prisão domiciliar em caráter humanitário, em razão do estado emocional crítico de Gustavo Stteel.
O delegado da PF é suspeito de repassar informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho e tinha proximidade com TH Joias, deputado estadual do Rio de Janeiro também investigado por relações com a facção criminosa.
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Nas redes sociais, Gustavo Stteel costumava fazer postagens de uma vida de ostentação, com viagens internacionais e relógios de luxo.
