Cristiano Zanin rejeitou na última segunda-feira, 26, um habeas corpus que pedia ao STF a soltura de Gustavo Stteel (à direita na imagem acima), delegado da Polícia Federal preso sob suspeitas de ligação com o Comando Vermelho. Stteel foi alvo da Operação Zargun, em setembro de 2025.
No pedido de liberdade ao Supremo, que tramita em segredo de Justiça, a defesa do delegado apontou que o STJ ainda não analisou o habeas corpus movido em novembro no tribunal. A solicitação era para que fosse reconhecido “constrangimento legal” na manutenção da prisão preventiva de Stteel e que ele fosse colocado em liberdade com ou sem medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.
O habeas corpus também citava uma possível prisão domiciliar em caráter humanitário, em razão do “estado emocional crítico” do delegado da PF.
Zanin, contudo, negou seguimento ao pedido — ou seja, julgou que não é possível analisá-lo no Supremo. O ministro apontou que a Corte não pode se manifestar em processos ainda não julgados pelo STJ, “sob pena de indevida supressão de instância”.
O ministro anotou não haver na prisão de Stteel “ilegalidade flagrante ou abuso de poder”, circunstâncias em que seria possível o STF tomar uma decisão antes de o STJ analisar o caso.
O delegado da PF é suspeito de repassar informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho e tinha proximidade com TH Joias, deputado estadual do Rio de Janeiro também investigado por relações com a facção criminosa.
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Nas redes sociais, Gustavo Stteel costumava fazer postagens de uma vida de ostentação, com viagens internacionais e relógios de luxo.
