O vírus Nipah tem afetado países na Ásia, principalmente a Índia, que está passando por um surto do patógeno. Com uma alta taxa de mortalidade, o vírus foi descoberto em 1999, casos recentes acenderam um alerta sobre a doença.

No início de janeiro, aproximadamente 110 pessoas foram colocadas em quarentena após terem contato com profissionais que contraíram o vírus na Índia.

A doença, que pode causar infecções respiratórias agudas e encefalite (inchaço do cérebro), é transmitida entre humanos e também de animais como morcegos e porcos, e até o momento não existe vacina ou cura.

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Assim como a covid-19, Ebola e Zika, o Nipah foi listado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma das várias doenças que merecem pesquisas prioritárias devido ao potencial de causar uma epidemia global.

Qual o risco para o Brasil?

O Brasil conta com uma rede de vigilância epidemiológica integrada ao Sistema Único de Saúde (SUS), responsável por monitorar doenças e investigar surtos em todo o território. A experiência recente com a pandemia de covid-19 e outras emergências sanitárias, como zika e chikungunya, fortaleceu os protocolos de resposta e a capacidade laboratorial do país.

O principal desafio para o sistema brasileiro é a detecção precoce. A extensão territorial e as fronteiras com dez países exigem um monitoramento constante para identificar casos importados antes que se espalhem.

A vigilância em portos, aeroportos e fronteiras é a primeira linha de defesa para detectar viajantes com sintomas suspeitos e impedir a entrada de agentes infecciosos.

Na Ásia, por conta do surto no país indiano, alguns países, como a Tailândia, intensificaram medidas de segurança nos aeroportos de Don Mueang, Suvarnabhumi e Phuket, para evitar uma possível disseminação do vírus.

Já no Brasil, a estrutura do SUS permite uma notificação rápida de casos suspeitos das unidades básicas de saúde para as secretarias estaduais e, por fim, ao Ministério da Saúde.

Esse fluxo de informação serve para ativar planos de contenção, como o isolamento de pacientes e o rastreamento de contatos, medidas cruciais para evitar a propagação de um vírus com alta letalidade como o Nipah.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria

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