O resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado na última semana, revelou que 107 dos 304 cursos do de medicina obtiveram conceitos insatisfatórios (1 e 2) na avaliação, e dentre esses, 99 vão sofrer sanções.

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina foi criado para certificar a qualidade da formação dos futuros profissionais de saúde no Brasil. A prova serve para avaliar se os estudantes desenvolveram as competências esperadas ou não, e o desempenho insatisfatório dos cursos expõe fragilidades no sistema de ensino superior em medicina.

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Expansão acelerada e falta de estrutura

O principal motivo apontado para os resultados ruins é a expansão de cursos de medicina. O Brasil viu uma aumento de novas faculdades, muitas delas em instituições privadas, sem o acompanhamento de uma fiscalização adequada.

Uma formação médica de qualidade exige investimentos altos em laboratórios, equipamentos e, principalmente, acesso a hospitais-escola ou a uma rede de saúde conveniada. Essa estrutura permite que o aluno tenha a vivência prática essencial para o aprendizado, o que nem sempre acontece em cursos abertos sem o planejamento adequado.

A consequência é a formação de profissionais inaptos para atuarem na área. As deficiências podem aparecer no diagnóstico de doenças, na realização de procedimentos e no atendimento humanizado ao paciente, impactando diretamente a segurança e a qualidade do sistema de saúde, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Diante dos resultados do Enamed, o MEC aplicará medidas de supervisão aos 99 cursos com desempenho insatisfatório. Após a publicação no Diário Oficial da União, essas instituições terão 30 dias para apresentar defesa.

O exame expõe as fragilidades do sistema de ensino médico, pressionando por uma supervisão mais rigorosa e por critérios mais rígidos para a autorização de novas graduações no país.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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