Receber a notícia de que o Bolsa Família foi bloqueado pode causar grande preocupação, mas regularizar as pendências para voltar a receber o auxílio é simples e possível. O governo federal realiza verificações periódicas nos dados dos beneficiários e, quando encontra alguma inconsistência, pode suspender o pagamento preventivamente.
Essa situação ocorre principalmente por problemas no Cadastro Único (CadÚnico). As razões mais comuns para o bloqueio envolvem a falta de atualização dos dados, informações de renda familiar incompatíveis com as regras do programa e o descumprimento de alguma das condicionalidades exigidas.
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O bloqueio do benefício não acontece sem motivo. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome costuma suspender o pagamento quando identifica alguma irregularidade que precisa ser esclarecida.
Os principais motivos que levam ao bloqueio são:
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Dados desatualizados no Cadastro Único: a atualização cadastral deve ser feita a cada dois anos ou sempre que houver mudança na família, como nascimento de um filho, alteração de endereço ou de renda.
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Renda familiar acima do permitido: se a renda por pessoa da família ultrapassar o limite estabelecido pelo programa (atualmente R$ 218 por mês), o benefício pode ser suspenso. No entanto, existe a "Regra de Proteção", que permite a famílias cuja renda ultrapasse esse teto (até meio salário mínimo por pessoa) continuar recebendo 50% do valor por até dois anos.
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Descumprimento das condicionalidades: o programa exige que as famílias cumpram compromissos nas áreas de saúde e educação, como manter a frequência escolar das crianças e a carteira de vacinação em dia.
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CPF irregular: pendências no CPF de algum membro da família na Receita Federal também podem levar ao bloqueio.
Como regularizar o benefício passo a passo
Se seu benefício foi bloqueado, a primeira medida é identificar o motivo exato da suspensão. Essa informação pode ser consultada nos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem ou pelo telefone 111 da Caixa Econômica Federal. Com a razão em mãos, o próximo passo é procurar o setor responsável pelo Cadastro Único em seu município.
Geralmente, o atendimento é realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). É fundamental levar os documentos de todos os membros da família, como CPF, RG, certidão de nascimento ou casamento, carteira de trabalho e comprovante de residência.
No local, um responsável fará a atualização dos dados e dará as orientações necessárias. Após a regularização, o governo reavalia o cadastro, e, se tudo estiver correto, o benefício é liberado novamente. O prazo para o desbloqueio pode variar, e os pagamentos retroativos costumam ser incluídos no repasse seguinte.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata
