O sonho de ganhar na loteria atinge muitos brasileiros, mas o que muitos não sabem é que existe um número surpreendente de vencedores que nunca aparecem para buscar o prêmio tão desejado.

Segundo informações divulgadas pela Caixa Econômica Federal, o prazo para resgatar o valor ganhado em qualquer loteria é de 90 dias. Todo o prêmio não resgatado nesse período é repassado integralmente ao Fundo de Financiamento ao Ensino Superior (Fies), programa do governo federal que ajuda a custear a educação superior. 

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Essa regra é válida para todas as modalidades de loterias, desde a Mega-Sena até a Lotofácil. A transferência dos recursos é automática e garante que o dinheiro, que não encontrou seu dono original, tenha uma aplicação social relevante, financiando a formação de novos profissionais no país.

Como o dinheiro é usado no Fies?

Criado no final da década de 1990, o Fies é um programa do Ministério da Educação que oferece financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em faculdades privadas. Os recursos provenientes das loterias ajudam a compor o fundo que concede os empréstimos, permitindo que mais alunos tenham acesso a uma graduação.

Os valores esquecidos pelos apostadores representam uma parcela do orçamento do programa. Para se ter uma ideia, nos últimos anos, centenas de milhões de reais em prêmios não são resgatados anualmente, segundo dados oficiais. Esse dinheiro contribui diretamente para a manutenção e expansão do Fies.

Os motivos para o não resgate variam. Perda do bilhete, esquecimento de conferir o resultado ou até mesmo prêmios de valor baixo que o apostador decide não retirar estão entre as principais causas. Por isso, é fundamental que quem aposta crie o hábito de verificar sempre os seus jogos.

Para evitar que o prêmio acabe esquecido, a recomendação é sempre conferir os resultados nos canais oficiais. A verificação pode ser feita nas casas lotéricas ou pelo aplicativo Loterias Caixa, garantindo que a sorte não seja desperdiçada.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria

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