Outubro concentra o debate sobre envelhecimento no Brasil, e duas pautas dividem espaço na rotina doméstica de quem tem 60 anos ou mais: o acesso a dispositivos conectados e a retomada do movimento.
Na operação da Home Angels, esses temas aparecem em duas frentes complementares do atendimento. De um lado, a camada tecnológica, com botão de emergência acionável 24 horas em parceria com a TeleHelp, canal de orientação médica por telefone e atendimento por telemedicina. De outro, o acompanhamento presencial do cuidador supervisionado, que viabiliza o exercício dentro de limites definidos por profissional de saúde e ajusta o ambiente da residência.
Conectividade cresce mais rápido entre quem tem 60 anos ou mais
?Levantamento do IBGE divulgado em julho de 2026 mostra que o uso da internet permanece menor entre os idosos de 60 anos ou mais, com 74,5% de usuários, em 2025, mas esse grupo etário apresenta acelerada expansão, com aumento de 4,4 pontos percentuais em relação a 2024.
Trata-se da maior expansão registrada entre todas as faixas etárias no período. A posse de aparelho acompanha o movimento: entre as pessoas de 60 anos ou mais, 80,3% tinham telefone celular para uso pessoal em 2025.
A barreira remanescente é de domínio, não de infraestrutura. Entre os idosos que não utilizaram a internet no período pesquisado, 66,5% apontaram como principal motivo não saber utilizar. O dado ganha relevo quando se observa para que serve a conexão: conversar por chamadas de voz ou vídeo manteve-se como a finalidade mais informada, alcançando 95,3% dos usuários da internet em 2025. Ou seja, o principal uso da rede é justamente o contato humano, aquilo que a distância física entre gerações costuma dificultar.
A tecnologia aplicada ao cuidado domiciliar
No contexto do cuidado, o aparelho conectado assume funções que vão além da conversa. Um dispositivo de emergência vestível encurta o intervalo entre um evento agudo e o acionamento de socorro, intervalo que, sem esse recurso, depende de alguém estar por perto.
A consulta por telemedicina retira do trajeto parte das idas a serviços de saúde para questões que dispensam exame presencial. A videochamada mantém o vínculo com filhos e netos que moram longe.
Nenhum desses recursos funciona sozinho. Um botão de emergência exige que a pessoa idosa saiba acioná-lo e confie nele. Uma consulta remota exige que alguém organize o horário, prepare o aparelho e registre o que foi orientado. É nesse ponto que o cuidador presente na residência passa de acompanhante a mediador tecnológico, papel que raramente aparece nas descrições do serviço.
O que a atividade física previne
Do outro lado da rotina está o corpo. O Ministério da Saúde registra que a falta de movimento e o comportamento sedentário estão associados ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas e ao aumento do risco de quedas entre pessoas idosas.
Entre os benefícios listados pela pasta para a prática regular estão a melhora da postura e do equilíbrio, com diminuição do risco de quedas, a manutenção da autonomia e da independência no envelhecimento, a proteção de ossos e articulações e a prevenção de fraturas. A lista inclui ainda o fortalecimento de vínculos, a prevenção do isolamento e o auxílio à memória, à atenção e ao raciocínio.
Sobre como começar, a orientação oficial é gradual: iniciar devagar, com atividades leves, como caminhadas curtas, aumentar aos poucos a duração e a intensidade e, se possível, alcançar ao menos 150 minutos por semana. A mesma orientação pede atenção à segurança, com roupas e calçados adequados, hidratação, proteção solar ao ar livre, preferência por horários mais frescos e procura pela equipe de saúde em caso de dor ou mal-estar.
A dimensão do problema das quedas
Os números explicam a insistência do tema. O Ministério da Saúde informa que o país tem cerca de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, aproximadamente 17% da população, com crescimento médio estimado em 1,1 milhão de idosos por ano. Sobre quedas, a pasta registra que estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 28% das pessoas idosas sofrem ao menos uma queda por ano, o que corresponde a aproximadamente 9 milhões de quedas anuais no país.
As consequências vão além da lesão imediata, já que quedas podem causar fraturas, traumatismos cranianos e contusões musculares, além de gerar medo de cair novamente, o que pode levar à redução da mobilidade, perda de autonomia e dependência de cuidados. Entre as medidas indicadas pela pasta estão boa iluminação, instalação de barras de apoio, especialmente no banheiro, e ambiente organizado, já que a maioria das quedas acontece no domicílio.
Onde o acompanhamento entra
A supervisão técnica das unidades da rede é o que transforma essas orientações em rotina verificável. O plano de cuidados individual define o que a pessoa idosa está liberada a fazer, em que intensidade e com qual apoio. O cuidador executa esse plano no dia a dia, acompanha a caminhada, observa sinais de cansaço ou desequilíbrio, identifica tapetes soltos e obstáculos de circulação e reporta alterações a quem tem competência para reavaliar a conduta.
"Tela e caminhada parecem assuntos distantes um do outro, mas resolvem o mesmo problema: manter a pessoa idosa em contato com o mundo e firme dentro da própria casa. Equipamento sem alguém que ensine a usar vira enfeite, e exercício sem alguém que acompanhe vira risco. O que sustenta os dois é presença qualificada", afirma Artur Hipólito, sócio da Home Angels.
A oferta de dispositivos, modalidades de atendimento e cargas horárias segue o resultado da avaliação de cada caso e varia conforme a unidade que atende a região.
Sobre a Home Angels
Em comunicação institucional, a Home Angels declara mais de 18 anos de atividade no cuidado de pessoas e se posiciona como pioneira e maior rede de franquias de cuidadores da América Latina. A própria empresa aponta mais de 270 unidades e faturamento consolidado superior a R$ 208 milhões.
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O conjunto de serviços inclui cuidador domiciliar, botão de emergência 24 horas em parceria com a TeleHelp, orientação médica e telemedicina, acompanhamento em hospital e assistência domiciliar junto à Home Doctor.
