A integração entre arte e desenvolvimento imobiliário vem ganhando espaço como estratégia para criar ambientes mais conectados às comunidades e à identidade dos territórios. Um estudo publicado pela ScienceDirect identificou que a interação com obras de arte em espaços urbanos pode aumentar a conexão percebida com o bairro e contribuir para o bem-estar. A presença da arte no cotidiano urbano também pode contribuir para o sentimento de pertencimento e para uma percepção mais positiva dos espaços, além de colaborar com a redução de sentimentos de ansiedade, estresse e humor negativo. 

Essa perspectiva se aproxima da análise do Urban Land Institute (ULI), que aponta que a participação de artistas em projetos imobiliários pode transformar áreas inicialmente funcionais em lugares culturalmente mais vibrantes. Segundo a organização, artistas podem contribuir não apenas com murais e esculturas, mas também com o desenho dos espaços, paisagismo, iluminação e sinalização. O envolvimento desde as primeiras etapas do projeto também pode fortalecer a relação com a comunidade e contribuir para a identidade dos lugares.

Essa abordagem faz parte da atuação da Porte no Eixo Platina, na região leste de São Paulo. A região está no centro da estratégia da empresa de desenvolver uma nova centralidade urbana fora do eixo tradicional da capital, reunindo moradia, trabalho, comércio, serviços, lazer e espaços de convivência. Nesse contexto, a arte é utilizada como um dos elementos para criar identidade e aproximar os empreendimentos da comunidade.

No Eixo Platina, a Porte incorporou obras de arte em diferentes empreendimentos e espaços. Entre os exemplos estão o mural do Geon 652, a intervenção no lobby do Almagah 227, os bancos da Praça Barão de Itaqui, as escadas de emergência do hotel Intercity no Platina 220 e o mural do Crona 665. Parte dessas intervenções está em áreas de acesso público ou pode ser vista da rua, fazendo com que as obras também integrem a paisagem e o cotidiano da vizinhança.

Para Igor Melro, diretor comercial da Porte, a iniciativa está ligada à proposta de criar uma comunidade no Eixo Platina. “Quando pensamos em uma nova centralidade, não estamos falando apenas de edifícios. Queremos criar espaços onde as pessoas tenham vontade de estar, circular e conviver. A arte contribui para essa identidade e aproxima os empreendimentos da cidade e das pessoas”, afirma.

Além de contribuir para a experiência do público, a integração da arte aos projetos pode gerar benefícios para os próprios empreendimentos. O ULI aponta que a participação de artistas pode fortalecer a adesão da comunidade, reduzir a rotatividade e contribuir para uma ocupação mais rápida dos projetos. A organização também destaca que intervenções artísticas podem transformar áreas pouco valorizadas em pontos de atração e convivência.

Na avaliação da Porte, essa estratégia acompanha uma visão de desenvolvimento urbano que considera a relação entre os empreendimentos e o território. “A construção de uma nova centralidade também passa pela criação de vínculos. A arquitetura estrutura o espaço, mas cultura, convivência e experiências compartilhadas ajudam a transformar esse espaço em comunidade. É isso que buscamos construir no Eixo Platina”, completa Melro.

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Ao levar a arte para fachadas, áreas comuns e espaços visíveis ao público, a Porte busca contribuir para uma paisagem urbana com identidade própria, aproximando seus projetos da comunidade e tornando a experiência de circular pelo Eixo Platina mais conectada à cultura e à vida do bairro.



Website: https://porte.com.br/
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