A beleza coreana deixou de ser tratada como um interesse de nicho no Brasil e passou a ocupar um espaço estratégico no planejamento de marcas nacionais de skincare. O movimento que ganhou força nos anos 2010 pela estética de rituais longos, com várias etapas de produtos, cedeu lugar a um repertório diferente, baseado em ativos com respaldo dermatológico, como centella asiática, PDRN, mucina de caracol, ácido tranexâmico e alpha arbutin.
Esses compostos viralizaram em vídeos de redes sociais, mas ganharam tração porque também passaram a ser indicados por dermatologistas, o que aproximou a tendência do consultório e ampliou seu apelo junto ao consumidor que pesquisa antes de comprar.
Os números confirmam a curva de interesse. As buscas por peeling coreano cresceram 1.150% em 2025 na comparação com o ano anterior, enquanto termos como shampoo coreano e máscara de colágeno coreana avançaram 350% e 300%, respectivamente. Nessa mesma direção, o mercado brasileiro de cosméticos coreanos deve alcançar US$ 754,8 milhões até 2032, com crescimento anual de 7,38%. Marcas internacionais consolidaram presença no país nos últimos anos, especialmente entre consumidoras que buscam entender a composição de cada fórmula antes da compra.
Adaptação à pele brasileira impulsiona desenvolvimento de fórmulas
O crescimento da procura, porém, esbarra em obstáculos técnicos e regulatórios. Além da importação, que costuma ser lenta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige processos específicos para a aprovação de ativos menos convencionais.
Gustavo Magalhães, fundador da Bearry Derm, avalia que há ainda uma barreira menos discutida: fórmulas coreanas foram desenvolvidas para fototipos de pele predominantemente claros, enquanto a maior parte da população brasileira está concentrada em fototipos mais altos, com microbioma cutâneo, sensibilidade solar e potencial de hiperpigmentação diferentes.
“Marca brasileira que aplica a filosofia coreana com produção nacional resolve um problema técnico que a K-Beauty importada nem sabia que existia. Não é só sobre acesso. É sobre pele”, afirma o founder.
Segundo Magalhães, a diferença entre traduzir a filosofia coreana para o público local e apenas importar um produto pronto aparece já na etapa de desenvolvimento da fórmula. “Marca brasileira que traduz a filosofia, formula pensando em quem realmente vai usar. Fototipo quatro, cinco, seis. Tem melanina mais ativa. Uma mancha de acne em pele mais escura leva mais tempo para clarear”, explica.
Ele acrescenta que essa adaptação depende da qualidade dos ativos escolhidos, e não apenas do apelo estético do produto: “Não adianta importar embalagem bonita e formular com ativo de segunda linha. Não é sobre parecer K-Beauty. É sobre entregar K-Beauty. Consumidora informada percebe a diferença”.
Engenharia da fórmula alia ativos coreanos e necessidades locais
A Bearry Derm, marca brasileira que aplica a filosofia da beleza coreana ao cuidado com a pele com o conceito próprio de sobremesas para a pele, ilustra essa lógica de tradução com o Sérum Clareador de Calda Rosa, dermatologicamente testado e formulado com niacinamida, vitamina C, alpha arbutin, rosa mosqueta e D-pantenol.
De acordo com a empresa, a combinação foi pensada para atuar na uniformização do tom da pele e no clareamento gradual, com foco em cuidado com manchas associadas à acne e à exposição solar. A niacinamida atua na redução da inflamação e no controle da transferência de melanina para a célula da pele, enquanto a vitamina C funciona como antioxidante frente ao dano causado pelo sol.
A combinação de alpha arbutin com rosa mosqueta na fórmula reflete, segundo Magalhães, uma lógica de engenharia que vai além da escolha estética dos ingredientes, apoiada na premissa dermatológica de que “pele saudável clareia melhor do que pele agredida”.
Segundo o founder, o alpha arbutin atua na inibição da enzima responsável pela produção de melanina sem provocar descamação ou vermelhidão, enquanto a rosa mosqueta contribui para a regeneração da pele e a mantém em condições de responder ao tratamento.
Ele destaca ainda o papel do D-pantenol na sustentação da barreira cutânea ao longo do processo. Para o executivo, essa combinação busca unir ação sobre o problema e sustentação da recuperação da pele em um mesmo produto, sem prometer prazos específicos de resultado, já que a resposta da pele varia de pessoa para pessoa.
Nesse cenário, Magalhães observa que a consumidora brasileira de skincare busca, ao mesmo tempo, comprovação técnica do ativo e uma experiência sensorial de uso, com fragrâncias, texturas e identidade cultural que dialoguem com o repertório local, como framboesa e calda rosa. Para o founder, essa combinação entre ciência e repertório sensorial deve orientar quais marcas se consolidam como referência da categoria nos próximos anos.
A Bearry Derm é uma marca brasileira que aplica a filosofia da beleza coreana ao cuidado com a pele, com o conceito de sobremesas para a pele. Integra o movimento de marcas nacionais que desenvolvem dermocosméticos com formulação voltada às características da pele brasileira.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Para mais informações, basta acessar: https://bearry.com.br/?
Website: https://bearry.com.br/
