O setor sucroenergético brasileiro encerrou a safra 2025/2026 com 673,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas, a terceira maior produção da história do país, atrás apenas dos ciclos 2022/2023 e 2024/2025, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado consolida o Brasil como o maior produtor e exportador mundial de açúcar, com embarques que chegam a mais de 100 países.
O crescimento contínuo da atividade, no entanto, também eleva a complexidade logística das usinas, que precisam movimentar volumes cada vez maiores de matéria-prima e produtos acabados com segurança e agilidade — um desafio que impulsiona a adoção de tecnologias de monitoramento e produtividade nas operações agroindustriais.
O alto volume de produção se traduz em intensa movimentação logística dentro e fora das usinas: desde a distribuição de sementes, fertilizantes e insumos até o canavial, transporte da cana até a moagem e, na outra ponta, o escoamento de açúcar, etanol e subprodutos acondicionados em sacos, big bags, caminhões-tanque e vagões. Cada uma dessas etapas envolve tráfego intenso de empilhadeiras, tratores, colhedeiras e carretas operando lado a lado com trabalhadores em pátios, armazéns e áreas de estoque — cenário que concentra parte relevante dos riscos operacionais do setor.
Nesse ponto, a avaliação de riscos se torna um diferencial na logística. “Esse olhar crítico ajuda a ampliar produtividade e agregar valor à operação”, afirma Afonso Moreira, CEO da AHM Solution, empresa especializada em gestão de riscos, perdas e produtividade na cadeia logística.
A gestão de riscos abre espaço para tecnologias voltadas para a logística do agronegócio. Em uma usina do setor sucroalcooleiro, por exemplo, a movimentação em marcha à ré de produto acabado entre a linha de produção e o estoque expunha conferentes de solo ao risco de atropelamento por máquinas de grande porte — o que já havia resultado em um acidente envolvendo um colaborador. “Esta usina passou a utilizar o sistema IRIS 860, tecnologia que identifica as faixas refletivas de coletes de segurança e aciona alarme quando detecta a proximidade entre pedestres e equipamentos”, informa Moreira.
A implantação do sistema resultou em redução significativa do risco de acidentes envolvendo pedestres e empilhadeiras no período seguinte à instalação, além de maior conscientização das equipes sobre segurança na operação. “O potencial de redução no risco de acidentes é de até 80% em movimentações de carga em pátios, armazéns e operações de campo com esse tipo de tecnologia”, completa o executivo.
Além dos ganhos de segurança, a substituição do carregamento manual por acessórios de movimentação sem paletes — como os sistemas RollerForks e Push-Pull — ataca diretamente um dos focos críticos de risco nas operações agrícolas. Nas etapas de carregamento e descarregamento de sementes, fertilizantes e produtos acabados acondicionados em sacos e big bags, é comum encontrar equipes inteiras atuando manualmente no pátio, expostas a risco de atropelamento por máquinas, esforço repetitivo e lesões musculoesqueléticas — um passivo trabalhista significativo e recorrente no setor.
Ao eliminar a necessidade de movimentação manual de carga, essas soluções reduzem a exposição de pedestres ao tráfego de empilhadeiras e, ao mesmo tempo, geram ganho médio estimado de 40% de produtividade nas movimentações, com menos mão de obra, menor tempo de operação e drástica redução de afastamentos por ergonomia.
“Essas soluções apontam ganho médio estimado de 40% de produtividade nas movimentações de carga agrícola, com redução de mão de obra, menor tempo de operação e menor exposição a lesões por esforço repetitivo”, relata Moreira.
Já os sistemas de câmeras para empilhadeiras, voltados a ampliar a visibilidade do operador em pátios e no campo, indicam estimativa de 60% de aumento de produtividade nas movimentações internas de carga no setor agrícola, segundo dados da empresa.
“As usinas de açúcar e álcool operam em ritmo intenso durante toda a safra, com colhedeiras, caminhões e empilhadeiras compartilhando o mesmo espaço que os trabalhadores. Cada minuto de parada ou cada acidente tem impacto direto na operação. O que buscamos são soluções objetivas, com retorno mensurável, que reduzam risco e aumentem produtividade sem exigir grandes mudanças na rotina das equipes”, ressalta o CEO da AHM Solution.
Com a produção de cana projetada para seguir em patamar elevado nas próximas safras e o setor sucroenergético ampliando seu peso na matriz energética brasileira, a tendência, segundo ele, é de investimento crescente em tecnologia para tornar a logística das usinas mais segura, ágil e rastreável, tanto na ponta agrícola quanto na industrial.
Sobre a AHM Solution
A AHM Solution é uma empresa especializada em soluções de monitoramento inteligente e consultoria para gestão de riscos, perdas e produtividade na cadeia logística. Atua nos setores agrícola, alimentício, farmacêutico, elétrico, mineração, papel e celulose e data centers, com tecnologias de monitoramento de impacto, vibração, inclinação e temperatura, sistemas de detecção de pedestres, acessórios de produtividade para empilhadeiras e consultoria para certificação OEA (Operador Econômico Autorizado).
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