O mercado de manutenção, assistência técnica e reparo de equipamentos médicos de alta complexidade vive uma fase de forte expansão no Brasil. Segundo dados da Grand View Horizon, maior portal do mundo para relatórios e estatísticas do mercado, o mercado nacional movimentou cerca de US$ 1,3 bilhão em 2021 e deve alcançar aproximadamente US$ 2,1 bilhões até 2028, com crescimento médio anual de 7,4%. O crescimento se deve, principalmente, ao impulsionamento da necessidade de garantir a segurança do paciente e a longevidade de tecnologias sofisticadas existentes em aparelhos de ressonâncias magnéticas, PET-CTs, gama câmaras e tomógrafos.

Em um cenário em que a interrupção de exames pode gerar prejuízos milionários, empresas especializadas transformaram a manutenção hospitalar em um segmento estratégico da economia da saúde. O sócio-diretor da empresa cearense M.R. Tech, Nogueira Neto, explica que esses equipamentos exigem assistência técnica permanente, mão de obra altamente qualificada para manutenção deles, além de monitoramento contínuo.

De acordo com Neto, a preocupação dos hospitais e clínicas vai além da reposição de peças: envolve evitar falhas que comprometam diagnósticos, suspendam atendimentos e provoquem perdas financeiras. Segundo estimativas do setor, paradas não planejadas podem custar até 20% do faturamento das instituições de saúde.

A tendência acompanha o movimento internacional de digitalização hospitalar e monitoramento remoto de máquinas em tempo real. Nesse contexto, a cearense M.R. Tech consolidou-se como uma das principais empresas brasileiras do segmento. Especializada em manutenção de equipamentos de diagnóstico por imagem de alta complexidade, a companhia completa 11 anos ocupando a terceira posição no mercado nacional. Além da assistência técnica, desenvolveu soluções próprias em software, monitoramento de criogenia e possui um laboratório especializado em manutenção eletrônica de alta complexidade.

“Diante da pressão por eficiência operacional e financeira, a manutenção de equipamentos médicos deixou de ser apenas um suporte técnico e passou a ocupar papel central na sustentabilidade das instituições. Hoje, hospitais e clínicas médicas precisam de disponibilidade máxima dos equipamentos e de respostas rápidas para evitar prejuízos milionários e atrasos em diagnósticos”, afirma Nogueira Neto.

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Para acompanhar o avanço do mercado, no último ano, a empresa investiu mais de R$ 2 milhões na ampliação de sua base técnica e na abertura de operações em São Paulo e na Bahia, além de um centro logístico em Pernambuco, em uma estratégia voltada à expansão nacional e ao avanço para mercados internacionais. Com crescimento médio de 30% ao ano há oito anos consecutivos, a companhia já atua em todos os estados brasileiros, em parte da América Latina, África e visa expansão para a Europa.

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