A eficiência energética das edificações tem ocupado espaço nas discussões sobre sustentabilidade na construção civil. Entre os fatores que influenciam o consumo de energia de uma residência, o sistema construtivo adotado é um dos mais relevantes, uma vez que define a capacidade de isolamento térmico da edificação.
No Steel Framing, a estrutura é composta por perfis de aço galvanizados com espessura padrão de 90 a 100 milímetros. O espaço entre os montantes acomoda materiais isolantes, integrando o isolamento térmico à própria estrutura da parede.
“No Steel Framing, o isolamento fica alojado dentro da estrutura, o que faz com que o espaço interno do painel seja totalmente aproveitado. É possível obter eficiência energética com espessuras de parede externa menores do que as exigidas pela alvenaria”, explica André Rossi, gerente de desenvolvimento e novos negócios da Barbieri do Brasil.
Comparação com a alvenaria
Para alcançar desempenho energético semelhante, uma residência executada em Steel Framing oferece até 8% mais área útil em relação à mesma edificação construída em alvenaria. A diferença decorre da forma como o isolamento é incorporado: na alvenaria, em camadas adicionais sobre a parede; no Steel Framing, no vão interno dos perfis. A aplicação de isolantes na face externa dos montantes também é compatível com o sistema, o que permite ampliar o desempenho térmico quando necessário.
Adaptação de edificações existentes
Em diversos países, a transferência de imóveis exige a apresentação da etiqueta de eficiência energética no momento da escritura, com impacto sobre tributos e custos de energia para o proprietário. A construção a seco oferece soluções aplicáveis também à adequação de edificações já existentes, por meio da execução de meias-paredes internas com perfis de aço galvanizado e placas de gesso, que permitem alojar isolamento térmico sem grandes intervenções estruturais.
“À medida que a energia se torna um recurso escasso, a tendência é que requisitos de isolamento térmico passem a ser aplicados em construções novas ou reformas”, afirma Rossi.
Energia e construção
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A redução do consumo energético das edificações está entre as estratégias adotadas por países para enfrentar as mudanças climáticas e conter custos operacionais. Segundo Rossi, a discussão vai além da geração por fontes renováveis: “O uso racional da energia faz parte da equação. Quanto mais eficiente for a edificação, menor será a demanda por energia ao longo de sua vida útil, independentemente da fonte”, avalia.
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