Milhões de pessoas comparecem às urnas nesta terça-feira (3/11) para decidir o controle do Congresso nas Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos, as Midterms. A apuração descentralizada pode levar dias até apresentar os dados definitivos.

Diferente do Brasil, que centraliza a apuração no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o sistema norte-americano atribui a definição das normas eleitorais a cada estado. Essa autonomia afeta o tempo de apuração. A Califórnia costuma demorar semanas para contabilizar todos os votos porque valida cédulas com carimbo postal datado até o dia da eleição, mesmo entregues dias após o pleito.

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O país não tem uma norma geral que regule o voto manual ou computadorizado. Em 2022, levantamento da Verified Voting divulgado pela agência "Reuters" apontou a distribuição tecnológica:

  • cerca de 70% dos eleitores registrados habitavam áreas com domínio de cédulas de papel preenchidas à mão;

  • Outros 23% residiam em regiões com equipamentos de marcação que geram comprovante físico para leitura ótica;

  • Em média 7% utilizavam urnas eletrônicas de registro direto, que armazenam escolhas na memória e podem ou não emitir papel.

Milhares de voluntários transferem cédulas e registros eletrônicos para os órgãos eleitorais ao término da votação, segundo a Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA (EAC). As autoridades liberam os dados ao público com agilidade por meio dos sites de cada condado. Esses números servem de base para os grandes veículos de comunicação anunciarem os vencedores antes da oficialização.

Processo de recontagem

A EAC explica que as diretrizes de recontagem variam conforme a legislação estadual e as jurisdições locais. As solicitações ocorrem quando:

O solicitante pode pagar uma taxa fixa ou arcar com os custos totais da apuração revisada. Embora a legislação federal não defina prazo para a recontagem, o procedimento exige conclusão antes da certificação eleitoral.

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