O Marrocos retirou 20 milhões de metros cúbicos de terra nas obras da linha ferroviária de alta velocidade entre Kenitra e Marrakech. O empreendimento prepara o país para a Copa do Mundo de 2030 e prevê 107 pontes e viadutos, além de 135 quilômetros de túneis e taludes.
A operadora estatal ONCF calcula o investimento em pouco mais de 12,6 bilhões de euros. O trajeto de cerca de 430 quilômetros foi desenhado para atingir velocidade comercial de 320 km/h, patamar que colocará o território marroquino entre os dez países com trens em operação acima dos 300 km/h.
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Plano de expansão e captação de recursos
A ligação entre Kenitra e Marrakech faz parte do Plano Ferroviário Nacional 2030, iniciativa avaliada em 12,6 bilhões de euros para remodelar a infraestrutura nacional. Conforme informações da publicação "Telquel", o valor engloba: modernização de ferrovias convencionais, ampliação das redes de subúrbio no eixo atlântico e conexão de novas cidades.
O programa acompanha empreendimentos estratégicos no reino, como o porto de Nador e usinas energéticas na costa atlântica. Segundo a "Bladi.net", o governo marroquino ainda precisa reunir bilhões extras para bancar o plano, combinando dívida soberana, capital privado e créditos do Banco Africano de Desenvolvimento.
Infraestrutura intermodal e conjuntura regional
O projeto atual estabelece estações desenhadas como nós intermodais com integração ao transporte urbano. Diferente da linha pioneira Al Boraq, aberta em 2018 entre Tânger e Kenitra com tecnologia da SNCF e financiamento francês de 2 bilhões de euros, o país busca diminuir dependências externas.
O rei Mohamed VI utiliza o prazo do Mundial de 2030 como alavanca política para impulsionar a logística e o turismo nacional, amparado por acordos com Estados Unidos e Israel para consolidar o país como líder no norte africano.
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O avanço das obras marroquinas contrasta com o cenário da Espanha, que enfrenta acidentes, incêndios, atrasos e escassez de manutenção após sete anos sem aportes sob gestão socialista. Enquanto as autoridades espanholas lidam com atrasos nos corredores mediterrâneo e atlântico, Marrocos avança no cronograma de sua infraestrutura sobre trilhos.
