Karl Bushby está em Londres, no Reino Unido, nos passos finais de uma caminhada de mais de 50 mil quilômetros ao redor do planeta. O ex-militar britânico de 57 anos partiu em 1998 e reencontra sua terra natal 28 anos depois de iniciar o desafio a pé. Amigos acompanham os últimos dias do trajeto.
Ao retornar, o britânico expressou a sensação do momento: "É tão estranho estar aqui. Houve tantos obstáculos a superar. Durante muito tempo pareceu-me inimaginável regressar um dia ao Reino Unido". Ele explicou a motivação que impulsionou o projeto: "O desafio, a sede de aventura, sempre tive gosto por horizontes distantes".
Leia Mais
22 mil km dos EUA ao Japão: como foi a primeira viagem de volta ao mundo de bicicleta
Reino Unido lidera pesquisa climática polar ante retrocesso dos EUA
A travessia pelos continentes
A jornada começou em 1998 no Chile. Bushby percorreu a América do Sul, seguiu pelos Estados Unidos e encarou a passagem pelo estreito de Bering, entre a América e a Ásia. O trecho representou um dos momentos mais perigosos de todo o trajeto.
Sobre a travessia no estreito de Bering, o viajante relatou as condições enfrentadas: "Era uma mistura incrível de gelo e água. É o paraíso dos ursos polares, mas para um ser humano, é o pior lugar para se estar".
Durante a passagem pela Ásia e pela Europa, Bushby dormiu com frequência em barraca. A subsistência dependeu da generosidade de habitantes locais e do apoio recente de patrocinadores. Na última semana, ele cruzou o canal da Mancha boiando de costas. As imagens da chegada à Inglaterra circularam nas redes sociais e trouxeram repentina popularidade ao caminhante.
O retorno à vida cotidiana
O encerramento do trajeto coloca o britânico diante da volta à rotina comum. Sem possuir outros bens além de seu carrinho, ele planeja morar com a mãe, no norte da Inglaterra. Essa transição exige hábitos que ele não presenciava há quase três décadas.
O próprio viajante expôs as incertezas dessa etapa: "Terei de fazer compras, pagar meus impostos, trabalhar. Tudo isso é novo para mim. Não há nada pior do que realizar os sonhos, porque depois, o que fazemos?".
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A expedição termina em duas semanas. Bushby sentirá falta das paisagens distantes e dos encontros pelo mundo, mas assegurou que não sentirá saudade das passadas. O britânico confessou que nunca gostou de caminhar.
